A leitura é deliciosa e a história, encantadora. No geral, recomendo o livro. Não é daqueles nos quais eu logo penso quando me pedem uma dica, mas isso não desmerece seu conteúdo.
A autora administrou bem a dose de drama. Mia tinha tudo para se portar como uma personagem principal clichê, orfã e sofredora. Bem novela das oito. Ela sofre? sim. Porém, não em doses exageradas, considerando a situação na qual a história é passada.
Adam é um fofo. Daqueles tipos que sonhamos em trombar na rua. Porém, existir mesmo, só em livros.
O final é a única coisa que não me agradou cem porcento. Não deixou de me encantar, contudo me deixou um pouco inconformada. Wtf? Acabou? Tem certeza? É isso?
Os flashbacks são nostalgicos e me fizeram refletir mais do que eu gostaria (sério, eu parava a leitura e ficava pensando demais no assunto). Porém, são cruciais na história.
É bom pra quem é curioso, gosta de psicologia e foge de livros comunzinhos, nos quais tudo segue como você previa na vigésima página. Recomendo também para quem curte romance e histórias leves. Não é uma leitura pesada, consegue lidar com a morte sem ficar deprimente.