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    Nilton Santos - Minha Bola, Minha Vida

    Nilton Santos

    Gryphus Editora
    2014
    230 páginas
    7h 40m
    ISBN-13: 9788583110187
    Português Brasileiro
    3.6
    32 avaliações
    Leram48Lendo1Querem25Relendo1Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados25Avaliaram32

    No país do futebol, os atacantes são as estrelas, mas foi Nilton Santos quem brilhou na defesa e inverteu os holofotes. Eleito em 2000 pela FIFA o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, o zagueiro repassou na autobiografia Minha bola, minha vida as lendárias campanhas pelo Botafogo, a parceria dentro e fora dos campos com Garrincha, as quatro Copas do Mundo disputadas e, claro, o bicampeonato (1958, na Suécia, e 1962, no Chile). Morto em novembro de 2013, o livro acaba de ganhar uma 2ª edição atualizada pela Gryphus Editora. O jogador, ao revolucionar o papel da defesa nos campos brasileiros, entrou definitivamente para hall dos grandes jogadores do mundo. Logo nas primeiras páginas do livro, são os colegas e amigos do esporte quem homenageiam o lateral-esquerdo em uma sequência de depoimentos. Segundo Bellini, capitão da Seleção Brasileira em 1958, Santos foi “um dos maiores laterais-esquerdo do mundo, senão o melhor”. Já Gérson, o Canhotinha de Ouro, destaca o papel do amigo e mestre, com quem jogou pelo Botafogo. O domínio completo do ofício levou o zagueiro a ser conhecido como a “enciclopédia do futebol”. Não é para menos, o lateral-esquerdo foi o que se pode chamar de um jogador completo. Ou como definiu o jornalista Armando Nogueira, que assina o prefácio da edição, Santos “driblava bem, passava melhor ainda”. E o segredo, como o próprio lateral-esquerdo veio a confessar posteriormente, era ser amigo de infância da bola. Recordista de partidas pelo Botafogo (foram 718 jogos disputados entre 1949 e 65), Nilton Santos dedica boa parte do livro para rememorar a trajetória pelo Alvinegro. Recorda os personagens folclóricos – como Ximbica, Neném Prancha, Anísio Babão e Arrepiado – os principais treinadores, entre eles João Saldanha e Gentil Cardoso, e os maiores atletas que viu jogar. Ao companheiro de time e amigo pessoal, Mané Garrincha, Santos dedica um capítulo à parte, em que enaltece a genialidade do ponta-direita mais célebre da história, expoente do futebol-arte, como também aborda o problema com o alcoolismo, responsável por sua morte precoce. A proximidade com o craque dentro e fora dos campos permitiu a Nilton Santos ter acesso privilegiado ao drama de Garrincha. E esse é o tom que prevalece no livro, como no trecho em que descreve o sentimento com a perda do jogador: “Assim era o Garrincha; ingênuo, uma criança sem maldade. E assim ele se foi, mas continuará sempre para nós, os fãs, ‘a Alegria do Povo’.”. O zagueiro foi testemunha da profissionalização do esporte no Brasil e viu a seleção ganhar notoriedade internacional até se tornar o principal símbolo de projeção do país. Mas não sem antes amargar as derrotas em 1950, jogando no Brasil, e em 1954, na Suíça. O jogador recorda, por exemplo, a tragédia na final da Copa de 1950 contra o Uruguai no Maracanã e a define como um mal que veio para o bem. A vitória inédita em um mundial só viria na Suécia em 1958, ano-chave para o que denomina o início do período de ouro do futebol brasileiro. E que voltaria a se repetir em 1962. Santos jogou pela seleção nas quatro ocasiões. Criado nas peladas da Ilha do Governador, Rio de Janeiro, o jogador soube como poucos afastar o perigo da pequena área. Começou a jogar como ponta-esquerda. O encontro com Carlito Rocha, o bruxo alvinegro, definiu a mudança para a zaga no time carioca; e foi místico do futebol botafoguense quem profetizou: “na defesa, você será campeão carioca, campeão do mundo”. A história veio para confirmar a profecia.

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    Antonio Carlos de Souza Junior picture
    Antonio Carlos de Souza Junior09/12/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Biografia

    O livro conta histórias de vários personagens que são do futebol e passou pela vida de Nilton Santos

    1 curtida

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    Avaliações

    3.6 / 32
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas34%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Nilton dos Santos profile picture

    Nilton dos Santos

    Nilton dos Santos, mais conhecido como Nilton Santos foi um futebolista brasileiro que atuava como lateral-esquerdo. Em 2000, foi eleito pela FIFA como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos. Integrou o plantel da seleção brasileira nos campeonatos mundiais de 1950, 1954, 1958 e 1962, tendo sido bicampeão nas duas últimas. Foi chamado de "A Enciclopédia" por causa dos conhecimentos sobre o futebol e por ser completo como jogador, foi o precursor em arriscar subidas ao ataque através da lateral do campo. Revolucionou a posição de lateral-esquerdo, utilizando-se de sua versatilidade ao defender e atacar, inclusive marcando gols, numa época do futebol em que sua posição tinha apenas a função defensiva. Homenageado pelo Botafogo, deu origem ao Estádio Nilton Santos. O estádio é localizado na rua José dos Reis, 425. Faleceu em 27 de Novembro de 2013 vítima de uma infecção pulmonar, no bairro de Botafogo (RJ), na Fundação Bela Lopes.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Nilton dos Santos