Por mais que cronologicamente, este seja o primeiro livro da trilogia, o final me deixou com a sensação de encerramento de uma era. Fiquei surpresa ao saber que este livro foi lançado em 2012! O primeiro é de 1993. O último capítulo foi inesperado, e confesso que senti falta do Begbie, mesmo o Sick Boy fazendo uma excelente imitação dele. Eu gosto da forma com que o autor explora os povs dos personagens secundários, não somos consagrados com o desfecho de suas causas, levando-se em consideração, que já sabemos! Tudo é retratado em seus antecessores.
Não achei que fosse possível, mas o achado no armazém de lixo do conjunto habitacional, me deixou traumatizada literariamente. Assim como o Sick, em sua iniciação como cafetão junkie.
Dentre todos os inúmeros inícios e fins desta trama, meus favoritos são os que rolam na reabilitação. Para mim, que gosto da escrita chocante e surreal de Welsh, sabendo que ele próprio passou por muitas dessas situações, que tão familiarmente, enche páginas e páginas. Foi com deleite que li todo o desenrolar que desencadeou o ingresso, a vida e a alta no hospital psiquiátrico. Me lembrou de alguma forma do Jack Nicholson em Um estranho no ninho. O diário que o Rents começa em seu tempo na clínica foi tudo para mim! E eu sabia que o Sick boy roubaria algumas páginas, profetizei isso no momento em que o Mark sentiu falta delas, enchendo o seu lixo. E é claro que seriam os pensamentos mais cruéis e depressivos.
Recomendo este livro para leitores preparados para cenas incrivelmente insanas, personagens doentios, situações desesperadas e narrações sombrias. Mas acima de tudo, pensamentos ideológicos, revolucionários e libertinagem.
"A vida só pode ser entendida olhando para trás, mas precisa ser vivida para a frente" S K A G B O Y S. Capítulo Diários da reabilitação. Posição 9102.