Faz muito, muito tempo, na capital da china à época da disnatia Tang, um jovem de nome Toshishun observava, distraído, o céu de uma noite de primavera. Embora já tivesse sido rico, agora não possui um níquel, nem sabe aonde ir. Nessa situação, chega a pensar que só lhe resta atirar-se ao rio e afogar-se. É quando aparece um velho, que lhe diz onde encontrar um tesouro enterrado. Da noite para o dia, Toshishun se torna riquíssimo, mas comete tantas extravagâncias que, ao fim de três anos, volta a ser pobre. Toshishun se desilude dos amigos, que o adulam quando rico e o ignoram quando pobre. Decidindo afastar-se do mundo dos homens e aprender a arte da magia, solicita ao velho que se torne seu mestre. Toshishun, narrativa que faz lembrar uma das melhores páginas do Evangelho, a parábola do filho pródigo, foi escrita em 1920 por Akutagawa, aos 28 anos. Adaptação da história chinesa Tu Tze-chun, demonstra cabalmente uma indiscutível habilidade de Akutagawa, qual seja a de imprimir sua própria e única perspectiva psicológica aos relatos tradicionais.
