Sabe quando você lê um livro e tem um monte pra falar, só que um estranho bloqueio desponta lá do caralho e te faltam palavras?
Eu e Mar da tranquilidade.
Na primeira vez que li esse livro, fiquei tão de cara que não consegui esboçar sequer um comentário relevante.
Na segunda, porra nenhuma também.
(Sim, releio favorito como engulo brigadeiro).
Daí, na terceira vez, decidi que ia escrever alguma coisa nem que fosse na dentada.
Porque precisamos falar sobre esse livro.
Mar da tranquilidade é uma história que te faz pensar muito.
E o mais impressionante é que ao reler, sempre me identifico (de novo e de novo) com alguma cagada diferente, defecada por um dos personagens.
Em outras palavras, sempre vem aquele insight de o quão escrota já fui com determinadas pessoas, pelos motivos mais imbecis.
Quantas vezes medi o valor ou caráter do alheio baseando-me em sua aparência?
Ou fui egoísta desejando que a dor de um amigo acabasse porque EU (com ênfase na egolatria) não entendia ou não aguentava mais, afinal, a dor do outro desconcerta quem está próximo. Não é confortável. Você não sabe onde põe as mãos.
Podre, mas verdadeiro.
Ou então, quantas vezes afastei alguém ou me fechei porque não sabia ou não queria lidar com os sentimentos, afinal, devolver afeto na mesma medida é questão de entrega, exige muito.
A história:
Josh e Nastya são mocinhos que possuem suas próprias legiões de fantasmas. Ambos têm apenas 17 anos, mas puta que pariu pra carga que já carregam no lombo.
Ele é um solitário com poucos amigos que encontrou refúgio na marcenaria.
Já Nastya, não fala há mais de dois anos e repele qualquer um que ouse tentar se aproximar, inclusive sua família. Por que ela faz isso? Porque foi vítima de um monte de bosta repleto de maldade gratuita, também conhecido como ser humano.
Bem, o fato é que contra todas as probabilidades, Josh e Nastya tornam-se amigos. E a amizade evoluiu pra mais. Mas a questão é: como se relacionar com uma pessoa que afasta qualquer um que se aproxime de mais?
Imagina o nível da complicação.
E a história anda, desanda, com direito a choro, raiva, alegria, riso e, nesse meio, lá estava eu na oscilação de sentimentos que a história provoca, numa tensão doida que fode com o emocional de qualquer um.
E confesso que o jeitão da Nastya dá nos nervos porque você fica vendo quem vale a pena só na boa intenção e ela lá, só no coice. E por conta disso, ela faz merda e, numa reação desgraçada em cadeia, o Josh vai lá e faz outra merda maior ainda. Ou não, sei lá. Tô sensível.
Preciso de um abraço.
Vou falar mais nada não.
Prefiro que você leia esse livro se ainda não leu.
Aliás, por que você ainda não leu???
Recomendo com todas, TODAS as forças.
;)
Visita nozes lá na página!
https://www.facebook.com/livrosfalacaoeetc/