O Tratado de Versalhes - A paz depois da Primeira Guerra Mundial

    Harold Nicolson

    Globo Livros
    2014
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9788525057471
    Português Brasileiro

    "Chegamos convictos de que seria negociada uma paz de justiça e sabedoria. Partimos convictos de que os tratados impostos a nossos inimigos não foram justos nem sábios." Assim Harold Nicolson sintetiza a Conferência de Paz de Paris de 1919, o evento que, ao longo de seis meses reuniu 32 nações em torno da concepção do Tratado de Versalhes. Diplomata inglês com participação ativa na Conferência - atuou como membro júnior da delegação diplomática inglesa -, o autor resgata a atmosfera desse momento crucial da história, em que a lucidez diplomática acabou à deriva em meio a uma névoa de irracionalidade, revanchismo e certezas de ocasião. Nicolson descreve com acuidade a distância entre a ação e a intenção das grandes lideranças presentes - o presidente Woodrow Wilson, o primeiro-ministro David Lloyd George e o premiê Georges Clemenceau - bem como as circunstâncias que levaram ao exagero de escolhas irrefletidas, como, por exemplo, a pressão popular por uma implacável reparação pelo lado perdedor (sobretudo a Alemanha) dos danos causados aos países vencedores. Ao publicar este livro em 1933, o autor fez questão de esclarecer que, mais do que um registro histórico, buscou reproduzir a "infeliz e doentia atmosfera" da Conferência de Paz de Paris, a qual resultou no Tratado que, em vez de instaurar a paz definitiva após a Primeira Guerra Mundial, acendeu o estopim que anos mais tarde explodiria em novo conflito de escala planetária.

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    Adiel Guimaraes Guimaraes picture
    Adiel Guimaraes Guimaraes13/12/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    !!!!@@

    Observaram, por exemplo, que os Estados Unidos, ao longo de sua história curta mas marcadamente imperialista, tinham constantemente se proclamado virtuosos, enquanto, com a mesma constância, violavam sua profissão e recorriam ao materialismo mais flagrante. Observaram que todos os americanos gostavam de sentir como Thomas Jefferson e de agir como Alexander Hamilton. Observaram que princípios como o da igualdade do homem não se aplicava aos amarelos ou aos negros. Observaram que a doutrina da autodeterminação não fora aplicada aos peles-vermelhas e nem mesmo aos estados sulistas. Foram capazes de examinar “os princípios e as tendências americanas” não em termos da declaração de Filadelfia, mas em termos da guerra com o México, da Louisiana, daqueles inúmeros tratados com os índios que foram violados impudentemente antes que a tinta secasse.

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