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    Waaal - O Dicionário da Corte de Paulo Francis

    Paulo Francis

    Companhia das Letras
    1996
    292 páginas
    9h 44m
    ISBN-10: 857164571X
    Português Brasileiro
    4
    26 avaliações
    Leram34Lendo1Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados14Avaliaram26

    Antologia de textos publicados em sua coluna nos jornais de SP e RJ. Paulo Francis por Paulo Francis: "Minha cabeça é minha matéria-prima, fábrica e produto. Fico satisfeito que alguém me leia. É um privilégio duplo. Escrevo o que quero e ainda sou pago para isso. Como Flaubert, acredito que se pode avaliar um homem pelo número de inimigos que faz e a importância de seu trabalho pelo que provoca de oposição. Arma virumque cano, ou, como parafraseou Camões, 'As armas e os varões assinalados'... Enquanto der." "Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros e os leitores é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado."

    Resenhas (2)Ver mais
    Marcone picture
    Marcone10/02/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Manual do Inconformismo

    Este é um ótimo livro para quem pretende se iniciar no universo fantástico de Paulo Francis. Enciclopedicamente organizado em verbetes, sobre os quais o autor emite suas opiniões, oferece um panorama bastante amplo acerca do pensamento e da personalidade deste jornalista. Para quem já conhece o Francis, é de leitura deliciosa! Remete aos bons tempos em que ele publicava sua coluna "Diário da Corte" na Folha de SP e, mais tarde, no Estado de SP. Foi daí, inclusive, que Ruy Castro começou a organizar o material deste livro, sendo continuado depois pelo saudoso Daniel Piza. O leitor poderá amar ou detestar as opiniões do autor - ou ambas as coisas, em diferentes verbetes - mas é impossível não se sentir tocado pela contundência do texto! Impressionante também a erudição do jornalista, que fala com propriedade sobre temas que vão da política e economia à música dodecafônica. Sobre este último, por exemplo, nota-se que Francis não faz uma mera especulação advinda de leitura em diagonal (como já o acusaram), mas dono de um autêntico conhecimento ao analisar, comparar e criticar de forma pertinente diversas obras, seja no verbete "dodecafonia" ou "Arnold Schoenberg" - temas que o grande público detrator do Francis sequer conhece. No meu caso em particular, este livro foi o princípio da grande admiração que tenho por Paulo Francis. Foi por "culpa" deste livro que tenho, hoje, todos os livros do jornalista, as duas entrevistas que ele concedeu ao programa "Roda Viva", o longa metragem "Caro Francis" em DVD, e a honra de ter um exemplar deste "Dicionário da Corte" autografado pelo próprio Francis, no qual ele conclui sua dedicatória, enigmático como o sorriso da Gioconda: - Well, you know...

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 26
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas4%
    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn profile picture

    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn

    Foi um jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor brasileiro. Trabalhou em vários jornais, entre eles, Última Hora, O Pasquim, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo. Estudou no colégio São Bento e no Colégio Santo Inácio. Nos anos 50, frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Envolveu-se com as ideias dos intelectuais de esquerda dos anos 60. Era simpatizante do movimento trotskista. O grande destaque da carreira de Francis como crítico foi no jornal O Pasquim, dos anos 60 aos 70. Em 1971, foi morar em Nova York, onde se tornou correspondente do Pasquim e da Folha de São Paulo. Escreveu romances, porém não obteve sucesso popular. A partir dos anos 80, Francis deu uma guinada ideológica à direita, criticando os políticos do PT, combatendo o governo Sarney e aderindo às ideias conservadoras e neoliberais. Atuou durante muito tempo como comentarista de cultura da TV Globo a partir da década de 80. Tornou-se comentarista do canal GNT no programa Manhattan Connection, nos anos 90.

    14 Livros
    19 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn