Esse livro nunca saiu do meu coração e a pouco tempo tive a vontade de reler, porque muitas coisas se perderam na minha memória e eu sentia falta do Colton... Sofri e chorei como da primeira vez, em 2013. É um livro muito lindo e emocionante!
“O primeiro amor não precisa de muito para se sustentar... Alimentado pela paixão e pela esperança de que tudo é para sempre, quando ele termina, tudo o que temos é a dor e a sensação de que morremos um pouco todo dia. Poucos de nós acreditamos que existe vida depois do fim.”
Nell e Kylle são melhores amigos desde pequenos, e com isso acabam descobrindo o amor juntos. De uma forma tão linda e pura, os dois se apaixonam e se entregam ao primeiro amor. Mas como tudo na vida, às vezes as coisas não são para ser e a gente descobre da pior maneira possível... Kyle morre depois de uma briga e Nell que estava com dúvidas sobre o seu futuro e o que faria, acaba rejeitando o pedido de casamento.
Reler a cena da morte do Kyle foi como se eu estivesse lá. Eu esperei a queda daquele galho com o coração na mão e as lágrimas rolando...
“Soube na mesma hora que eu não era mais a mesma. A velha Nell saberia o que dizer, teria achado palavras educadas e profundas, teria falado sobre como Kyle era incrível, como era carinhoso e atencioso, como seria o nosso futuro juntos. Mas nada disso saiu de mim, porque eu não era mais aquela Nell.
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Eu não conseguia mais me segurar, mas eu precisava. Evitei entrar em colapso, segurei a tristeza e a empurrei para dentro. Enfiei o anel de volta na minha mão direita e saí da sala do velório, sem olhar para o caixão. Eu sabia, de quando a vovó Calloway tinha morrido, que aquilo dentro do caixão não era o Kyle. Era um invólucro, uma casca, um pote de cerâmica vazio. Eu não queria ver aquilo. Eu queria ver Kyle na minha mente como o lindo, forte e glorioso Adônis que ele era, o jeito que seus músculos se moviam e brilhavam, a maneira que suas mãos me tocavam e a forma com que seu suor se misturava ao meu.”
Nell se culpa e passa alguns anos sem sentir, sem se abrir e sem deixar alguém entrar. Na cabeça dela, se tivesse aceitado o pedido de casamento, eles estariam longe do local da queda do galho, ele não precisaria salvá-la e ela nunca teria perdido o seu melhor amigo.
“Então Colton parou e seus olhos azuis me penetraram. Ele só acenou e inclinou de leve o queixo, mas foi o suficiente para me fazer colocar um pé na frente do outro, para me levar até a sepultura. Era como se ele lesse meus pensamentos. Ele sabia que eu queria correr. Mas ele não tinha como saber, ele não deveria saber. Ele não me conhecia e nem podia me conhecer. Eu só o vi duas vezes na vida. Ele era o irmão mais velho de Kyle.”
Depois que o Kylle morre, nós somos apresentados ao Colton, irmão mais velho do Kylle, que foi embora e deixou tudo para trás. Ele é o único que entende o que a Nell está sentindo e parece que a conhece a muito tempo. Os dois sentem algo que não sabem explicar, mas lutam contra. Anos se passam, eles se reencontram, e a atração continua ali, forte, para os dois!
“Agora ela está aqui. Por quê? Fiz de tudo para esquecê-la, mas seu rosto, seus lábios, seu corpo sob um vestido preto molhado... ela me assombrava. (...) Quase evito olhar para ela, mas não. Meus olhos olham dentro dos dela e continuo a música. Canto para ela os acordes finais. “I... and love... and you.” Ela sabe. Ela vê nos meus olhos. É um absurdo cantar essa música para ela, mas não dá para voltar atrás. Vejo os lábios dela se movendo, articulando a letra. Seus olhos estão sofridos, assombrados.”
Não quero falar muito, para não dar spoiler demais, mas é agora que a segunda parte do livro começa. E a dor é tão grande quanto na primeira. Nell está mais madura e tentou seguir a vida: carreira e fingir que está tudo bem.
Colton se torna uma figura presente na vida de Nell quando a salva do atual namorado (um bosta) e a partir daí eles se tornam amigos e depois se entregam ao que sentem. Algo que foi realmente difícil de ler, porque a carga emocional da Nell vem com tudo e a gente sofre junto. Os cortes, a culpa, a dor, o medo... E por outro lado, vamos sendo apresentadas à história do Colton: o porque foi embora, pelo que passou longe de casa e tudo que perdeu até chegar onde está. Acho que a autora poderia ter explorado mais seu outro problema, mas como não quero falar muito, vou deixar essa parte de fora.
Colton nos mostra como alguém pode mudar de vida, mesmo que viva de um jeito errado, por um tempo. Ele também perdeu alguém que amava e então nesse processo eles vão se curando juntos. Eles recomeçam juntos, se fortalecem e sofrem juntos!
Não gosto de romances em que a protagonista passa de um irmão para outro, mas achei que esse ficou tão bem escrito que só torcia para os dois ficarem juntos. E quando acontece é lindo! Foi tão especial e bonito...
“A única coisa que consigo fazer é olhar para ele de volta, piscando os olhos de emoção. Não com lágrimas, não exatamente. Apenas... emoção.
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Eu não trocaria esse momento por nada. Jamais abriria mão de ter com Colton isso que tivemos hoje. Quero ter muitas outras experiências iguais a essa, o máximo que eu puder. Sinto-me mais próxima dele do que jamais me senti com qualquer outra pessoa. Esse pensamento traz uma onda de culpa, mas eu prefiro ignorá-lo.”
Quando tudo está bem, algo vem para atrapalhar... e com o resultado Nell se desespera e foge do Colton. Agora vem outra parte que dói, porque quem é mãe sente uma dor inexplicável ao imaginar algo assim.
“Ela perdeu muito sangue. Estou encharcado do peito para baixo. Meus braços tremem, minhas pernas estão bambas. Cheguei até aqui muito rápido; só estou funcionando agora por causa da adrenalina e da minha determinação. Estou andando a passos rápidos, tropeçando no escuro. Então surge o brilho amarelo do jardim dos Hawthorne, e eu me atrapalho com a porta de correr por conta dos dedos ensanguentados.”
Se eu pudesse mudar alguma coisa nesse livro, mudaria essa parte. É muito sofrimento para uma pessoa só! Rsrsrs
Mas como não posso, tive que suportar a dor de ver Colton sofrer. Sim! Porque nesse momento a dor dele é tão grande que supera a dor da Nell.
“Mais um filho se foi e nem pude conhecê-lo ou carregá-lo no colo. Eu teria sido presente. Mas nem tive a chance. Ninguém me pergunta o que eu quero. Presume-se que eu não queira um filho, porque eu sou um grosseirão que não sabe ler e que por isso não queria um bebê. “
Esse livro tem uma trilha sonora linda que me deixou viciada! Toda vez que escuto uma das músicas eu lembro das cenas em que elas foram citadas, o que acaba fazendo com que nunca o esqueça e continue marcando meu coração.
Dizer que me apaixonei mais uma vez pelo Colton é pouco, porque reviver todos os sentimentos me deixou mais apegada à ele e ao que ele representou na minha vida, na primeira vez que li.
“Eu preciso dele. Quer dizer, sim, eu também preciso dele emocionalmente. Ele é meu porto seguro. Ele está lá, só... sempre lá, exatamente onde eu preciso que ele esteja. Calmante, reconfortante, quem me protege e me distrai. Mas isso... preciso de seus braços à minha volta, suas mãos me tocando, seus dedos incendiando minha pele e sua boca deixando um rastro maravilhoso de destruição nos meus sentidos. Não posso mais viver um minuto sequer sem aquilo. É uma loucura que se criou dentro de mim.”