Os Maias -

    Eça de Queiroz

    Edições Vercial
    2010
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-1: 0
    Português

    "A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela Casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete. Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspeto tristonho de residência eclesiástica que competia a uma edificação do reinado da senhora D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo, assemelhar-se-ia a um colégio de Jesuítas. O nome de Ramalhete provinha decerto de um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no lugar heráldico do escudo de armas, que nunca chegara a ser colocado, e representando um grande ramo de girassóis atado por uma fita onde se distinguiam letras e números de uma data."

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    João Paulo C14/05/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Esse é um grande romance de Eça de Queirós onde pode-se observar a vida da sociedade portuguesa da época e a luta entre realismo e romantismo. Tanto o livro quanto a minissérie são ótimos, apesar de que gostei mais da minissérie por ter partes mais dramáticas, como o reencontro dos dois no final e também por desenvolver por mais tempo a história de Maria Monforte e Pedro da Maia. No fim me perguntei o que seria de Maria Eduarda e Carlos, pois criaram um laço de amor muito forte e depois de tudo terem de se ver apenas como irmãos seria impossível. Mais um livro que com certeza é meu favorito pelas descrições, belezas e dramas apresentados. Não há como não se apaixonar por Maria Eduarda e Maria Monforte e toda a beleza daquela época. Trecho preferido: " ...ela passou diante deles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si, como uma claridade, um reflexo de cabelos de ouro e um aroma no ar." (pág.134)

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