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    Recordações de família - O Labirinto do Mundo I

    Marguerite Yourcenar

    Nova Fronteira
    1984
    329 páginas
    10h 58m
    ISBN-14: 978-8573872057
    Português Brasileiro
    3.7
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    [Recordações de Família — O Labirinto do Mundo I] Partindo de seu nascimento, ocorrido em Bruxelas em 1904, Marguerite Yourcenar formula uma série de indagações que a levam a reconstituir a crônica dos dois ramos de sua família. Essa história comum - semelhante à de tantas famílias da alta burguesia européia da segunda metade do século XIX - é transformada pelo talento da grande escritora numa obra extraordinária de reconstituições de toda uma época, baseada em exaustiva pesquisa em arquivos, livros, artigos e na tradição oral da família. Ao mesmo tempo, a autora faz penetrantes observações e comentários sobre a personalidade de seus antepassados, destacando-se os retratos que traça de sua mãe, Fernande, e de seu pai, Michel - este último comparado pela crítica ao famoso retrato paterno feito por Benjamin Constant no Adolphe.

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour

    Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (anagrama de Yourcenar), foi uma escritora belga de língua francesa. Foi a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão. Foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze. Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949. As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour