Que surpresa deliciosa foi me entregar a leitura de Labirinto de espelhos.
Digo surpresa, porque depois de Crepúsculo eu achei que não leria mais nada nessa onda de vampiros que pudesse me divertir.
Surpresa outra vez, porque, depois de Irmandade da adaga negra, achei que Crepúsculo era uma brincadeira de criança e que vampiros de verdade eram aqueles irmão marrentos e o tal rei cego (suspiros)
Achava então, que nenhum outro vampiro fosse arrancar frios da minha espinha e choques do meu estômago enquanto eu lia.
Ai chegou Labirinto de espelhos e o William desmontou a minha noção pré concebida de que o universo dos vampiros já havia rendido tudo o que podia.
A autora Barbara, que é uma fofa como pessoa, consegue nos levar até um poço escuro, nos faz sufocar na lama e nos salva dela em poucas páginas de leitura. Nos faz desejar conhecer um vampiro e ser o objeto dos sonhos dele. Nos leva a sentir a paixão com que os personagens são pegos e nos conduz a nos apaixonarmos junto a eles.
O livro nos leva a viajar em um mundo novo de fantasia, suspense, paixão e desejo com cenas bem construídas e personagens que te fazem pensar neles por dias depois que a leitura acabou. Para mim, esse é o sintoma certo de que encontrei um livro bom.
Eu atualmente fujo de trilogias, mas Fui pega por olhos que transitam entre o verde e o negro de um vampiro bem sedutor e pelo amor complexo e intenso dele com a Eva.
Que venha a continuação e que venha logo.
Labirinto de espelhos é para mim, a certeza de que quando a fantasia encontra a criatividade de uma autora talentosa, ela sempre será diversão garantida.