Hoje, não mais escolho as leituras pelas histórias em si. Me interessa a forma como são escritas, a arte da escrita para mim é essencial. Bingo! É exatamente isto que a literatura arte nos oferece, o prazer da junção das palavras, frases, parágrafos de uma maneira inédita, própria, rara. Atributo que torna escritores atemporais, imortais.
Edith Warthon tem isto em sua escrita, um estilo que nos silencia em êxtase e, uma vontade louca de que a narrativa não acabe jamais. Você pode não concordar com nada do que afirmo. Está aí mais um aspecto e desafio da literatura atemporal, cada leitor vive-a de maneira própria.
Edith, primeira mulher a receber premiação do Pulitzer de ficção. Para as mulheres, nada foi fácil . Imaginem então fazer literatura, desnecessário discorrer sobre isso, os exemplos abundam. Aliás, pergunto, o que tem sido fácil para a mulher trabalhadora, pesquisadora, mãe, estudante. Dona de casa, constitui uma carga a mais.
Bem, Ethan Frome conta a história de Mattie e Ethan de uma maneira tão carinhosa e sensível que senti até agora um aperto no coração. Sua sensibilidade e a inocência machucam em seu grau máximo. Inimaginável, enquanto sorvia a obra que este amor sem futuro acabasse de maneira tão cruel .
Dolorido, sensível, cruel! Uma obra prima daquelas que os que amam livros cults, encontrariam tempo de vida para reler. Você se vê dentro do livro, se vê narrando a história, estando presente dos encontros na cozinha, brincando na neve, estando a janela contemplando a noite e o brilho da Lua, em noites de Lua Cheia sob a neve branca e fria .
E um mix de emoções que arrepia a alma dos amantes da literatura cult.
Bem, deixo o espaço restante para você continuar...