Sabe para mim a coisa mais incrível e frustrante sobre a Diana Palmer, é que ela realmente escreve os melhores livros com poucas páginas. E eu realmente estaria no paraíso com mil páginas no mínimo.
Eu fiquei triste pela Michelle, a vida dela não foi tão doce assim. Com 17 anos ela perdeu o pai ficando com a madrasta viciada infernal, que vende quase todas as coisas que restaram do pai para sustentar o vício. Além do namorado traficante oferecendo perigo a vida dela após a morte da madrasta.
As coisas mudam para melhor com o aparecimento do Gabriel e a Sara na vida dela, porque agora ela faz parte de uma família, se apaixona profundamente pelo Gabriel e tem a oportunidade de seguir os sonhos de jornalista.
Gabriel claramente esconde segredos dela, ele é um mercenário, o problema é que ela descobre da pior maneira possível ao escrever uma matéria negativa sobre ele que afeta a segurança e vida dele. As consequências acabam por magoar a todos, obrigando ela a esquecer seus sonhos com ele, e achar um jeito que todos saibam a verdade.
Eu me senti um pouco triste e decepcionada porque eu amo essa autora, mas eu achei que teve algumas lacunas nesse livro. Por exemplo o que aconteceu sobre as investigações de drogas e o namorado traficante da madrasta. Eu me decepcionei muito com a Sara, porque ela deveria ter confiado na Michelle, não ter tratado ela como ninguém. Porque nenhum dos dois se preocupou em contar sobre o emprego do Gabriel ou avisar ela sobre o ocorrido. Ela correu para corrigir o erro dela, e nenhum dos dois ligou para ela. Porque ele sabia que quando ela ficava no extremo da tristeza ela não se preocupava com a vida dela, parece que ele esqueceu. A Sara não tentou entrar em contato para se desculpar, quando amamos alguém ou essa pessoa foi importante para nós o mínimo é que devemos é um encerramento.
E o Gabriel demorar todo aquele tempo para encontra-la me deixou confusa e triste.
“Gabriel era alto, forte e possuía os mais belos olhos castanhos que ela já tinha visto. O cabelo era espesso, preto azeviche e o rosto de astro de cinema. Ele parecia com um cowboy de rodeio. Era o homem mais bonito que ela já tinha visto em sua vida.”
“Os dias desde então tinham sido tensos e desconfortáveis. Ambos zombavam de Michelle, ridicularizavam a maneira dela se vestir, a maneira como ela pensava. E Roberta estava cheia de pequenos comentários depreciativos sobre o pai de Michelle e a doença que o matou. Roberta nunca tinha ido ao hospital. Michelle foi quem tinha se sentado com ele até que ele morreu tranquilamente durante o sono.”
“─ Realmente é. Meu anjo da guarda. Eu tenho um pequeno anjo.”
“Bem, pelo menos o primeiro encontro com ele já aconteceu, ela pensou mais tarde. Não foi tão ruim quanto esperava. Mas foi difícil. Ela queria chorar, mas seus olhos estavam secos. Alguns tipos de dor eram muito profundos para serem aliviados por lágrimas, pensou pesarosamente.”