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    Pseudopoesia -

    Alves Rosa

    Edição do Autor
    2014
    98 páginas
    3h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.7
    12 avaliações
    Leram13Lendo0Querem15Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos1Desejados15Avaliaram12

    Uma Pseudopoesia que de pseudo não tem nada. Uma obra que nos convida a um passeio pelo mundo idealizado dos escritores – regado a vinho, charuto, amargura e muita, mas muita, melancolia. Nela, a busca pelo equilíbrio, pelo amor e pelo verso perfeito é constante. E, assim, já em seu livro de estreia, a poesia utópica e inquieta deste jovem poeta cruza fronteiras e nos leva à Montauk, à Brasilia e às longínquas terras lusitanas em Teu, somente teu. Além de quebrar a barreira da língua portuguesa nos suntuosos versos em inglês que dão vida à Nevermore. Dentre as várias musas, a Hannah, a Carol e – pasmemos! – a gramática, tópico recorrente em Saudade, Sintaxe e Páginas desfeitas. Tributos também não faltam. Primeiro a Álvaro de Campos, em Confissão; depois a Miguel de Cervantes, em Dom Quixote e, por último, a um amigo de quatro patas que parece fazer muita falta em Adeus a um amigo. Funeral se destaca pelo estilo cordel. E, nas últimas páginas, em Confissão II, somos agraciados com uma prosa que se prova igualmente bela, e que nos faz desejar que este seja apenas o primeiro dos muitos volumes de cantos de Alves Rosa. Por Nicole Rodrigues

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    Resenhas (4)Ver mais
    Marcos Pinto picture
    Marcos Pinto11/08/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A poesia não morreu

    Sou fã incondicional de poesia, principalmente por acreditar no que diz Roland Barthes: que a literatura é a única forma de trapacear a língua, que é fascista por natureza. E, para mim, a poesia é a trapaça mais bela e melhor sucedida. Então, sempre que possível, me entrego à sutileza dos versos. Em Pseudopoesia, Alves Rosa tece um livro repleto de versos melancólicos e pessimistas, o que me agrada imensamente. Mesmo quando fala de amor, o eu lírico se mostra incrédulo ou deprimido. A saudade muitas vezes se manifesta nas palavras, assim como as decepções amorosas. A agonia se torna, constantemente, palpável. Outra característica marcante da escrita do autor é a metapoesia. Diversos versos do livro são dedicados à própria poesia, falando do processo de criação, do sentimento colocado nas palavras, da dor, da angústia de não conseguir escrever o verso perfeito. E, nessas poesias, foi onde eu mais me reconheci. Quem escreve sabe como é doloroso ter o coração cheio de palavras, mas a folha vazia. "Desejo... Verbo ou substantivo, já não faz diferença Tornaram-se um, tornaram-se eu" (p. 12). Outro ponto que me agradou bastante no livro foi as diversas homenagens e tributos que o eu lírico presta em sua obra. Miguel de Cervantes, Chico Buarque e Florbela Espanca são alguns dos contemplados. Isso demonstra que, além antes de ser um bom escritor, o autor foi um leitor de excelentes livros, o que sempre torna a escrita mais rica. Um detalhe que me surpreendeu ao ler a obra foi a forma simples que o autor escreve, se distanciando bastante da poesia clássica, mas sem perder a profundidade. Aliás, acredito que é exatamente a falta de forma fixa preestabelecida que torna a leitura tão cativante e ágil. Sem falar que facilita bastante a leitura para quem ainda não é proficiente nesse gênero literário. Quanto à parte física, não há o que reclamar. O livro tem uma capa bonita e que transmite exatamente a essência da obra: tanto pelo poeta representado na capa quanto pelas cores menos vibrantes utilizadas. Não obstante, a diagramação é muito agradável, contando com letras grandes, espaçamento confortável, folhas amareladas e até mesmo algumas ilustrações. "Tentei escrever, colocar os sentimentos em palavras. Pensei em você, os versos, em gotas, molharam o papel" (p. 28). O único ponto que não me agradou em toda obra foram duas poesias redigidas em língua inglesa. Não que as poesias fossem ruins, pelo contrário, eram ótimas; porém, é bem provável que muitos dos leitores não sejam leitores fluentes de tal idioma – meu caso – e tenham que recorrer a dicionários. Talvez fosse mais válido escrever todo o livro em língua portuguesa. Porém, esse pequeno detalhe não tira o brilho da obra. Diante de todas as características apresentadas, é impossível não indicar o livro. Não importa se você é amante ou não de poesia, você tem tudo para gostar da obra.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 12
    • 5 estrelas75%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Sidney Alves Rosa Junior profile picture

    Sidney Alves Rosa Junior

    Tradutor por profissão, mochileiro, com coração de poeta e alma lusitana. O gosto pela poesia aflorou na adolescência após a leitura de grandes nomes como Álvares de Azevedo, Florbela Espanca, Fernando Pessoa entre outros. Durante a faculdade, sua veia poética se tornou ainda mais evidente, o que motivou a continuar escrevendo e até participar de um concurso, no qual conseguiu o segundo lugar com a poesia Dom Quixote. Alguns anos após a faculdade, fez o primeiro mochilão para a Europa. Momento crucial em sua vida, quando, de maneira inesperada, encontrou seu lugar de alma em Lisboa. Após anos de poesia despretensiosa, decidiu juntar alguns de seus versos e transformá-los em livro, dando origem assim ao seu primeiro livro, Pseudopoesia.

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    1 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Sidney Alves Rosa Junior