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    Çaturanga - Premio Nobel 1913

    Tagore

    Opera Mundi
    1962
    251 páginas
    8h 22m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    21 avaliações
    Leram39Lendo4Querem39Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados39Avaliaram21

    A história de "Chaturanga" se passa na Índia colonial do século XIX e é centrada em quatro personagens principais: Sachish, Damini, Sribilash e Makhan. Sachish é um jovem idealista que luta contra a opressão colonial e sonha com uma sociedade mais justa. Damini é uma mulher corajosa e independente, cuja personalidade forte chama a atenção de Sachish. Sribilash é um médico que se sente desiludido com a sociedade e busca escapar das suas responsabilidades. Makhan é um amigo de Sachish que o acompanha em suas aventuras. O enredo de "Chaturanga" gira em torno das interações complexas e dos conflitos emocionais entre esses personagens. Tagore explora temas como amor, paixão, liberdade, responsabilidade e os desafios enfrentados pelos indianos sob o domínio colonial britânico. O título "Chaturanga" refere-se ao jogo de tabuleiro indiano antigo com o mesmo nome, simbolizando a estratégia e as movimentações dos personagens no jogo da vida. O livro retrata as lutas internas e externas dos personagens à medida que eles buscam encontrar seu lugar na sociedade e confrontam os dilemas pessoais e sociais. A escrita de Tagore é conhecida por sua poesia e profundidade filosófica, e "Chaturanga" não é exceção. O livro oferece uma reflexão profunda sobre a natureza humana e as complexidades das relações humanas em um contexto histórico específico. "Chaturanga" é uma obra que cativa os leitores com sua narrativa envolvente e personagens bem desenvolvidos. Ao longo da história, Tagore examina as complexidades da vida e convida os leitores a questionarem as convenções sociais e a buscar uma compreensão mais profunda de si mesmos e do mundo ao seu redor.

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    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva28/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Çaturanga” ou “Chaturanga” é o nome de um antigo jogo indiano...

    ...que possivelmente originou o xadrez. Em uma de suas variações permitia quatro jogadores, de onde o prefixo “chatur”, quatro em sânscrito. “Çaturanga”, o livro, também é estruturado a partir de quatro personagens, que dão nome às partes do livro: “O Tio”, “Satish”, “Damini” e “Srivilás”. Logo na primeira parte, “O Tio”, nos damos conta de que esse é um texto de raras qualidades. A narrativa de Tagore é simples e poética, bela e verdadeira. A história surpreende, apresentando Jagamohan, “ateu notório” em oposição a Harimohan, seu irmão mais novo e extremamente religioso. Curiosamente, é o tio ateu que acaba sendo eleito como herói pelo jovem e brilhante Satish. Damini é a jovem e bela viúva de um homem extremamente devoto, que deixa sua casa e suas posses, esposa inclusive, para usufruto do guru. Srivilás é o narrador dessa jornada pelos vastos rincões da alma. Uma história apaixonante! Finalmente encontrei um autor à altura de Hermann Hesse! E até maior! Ler Tagore dá até vertigem, de tamanhas alturas que ele olha! Encerro essa agradecida resenha transcrevendo algumas palavras, que certamente constam entre as mais belas páginas da literatura: “- Se eu persistir a caminhar no mesmo sentido em que Ele caminha para mim – dizia Satish – não conseguirei senão afastar-me d’Ele cada vez mais. Somente se eu for em sentido oposto é que nos poderemos encontrar. Eu contemplava em silêncio seus olhos flamejantes. Como verdade geométrica, o que ele dizia era inegável. Mas que poderia aquilo significar? - Ele ama a forma – continuava Satish – por isso, Ele desce à forma incessantemente. Nós, porém, não podemos viver só pela forma: por isso, Ele faz com que nos dirijamos para o Seu Ser sem Forma. Ele é livre: por isso brinca de ter limites. Nós estamos atados: por isso, a nossa alegria é a liberdade. Todo o nosso mal vem de não podermos compreender isso. Ficamos tão silenciosos como as estrelas. - Não compreendeis, Damini? – continuou Satish. – Aquele que canta vai da alegria para a melodia; aquele que ouve vai da melodia para a alegria. Um vem da liberdade para a escravidão; o outro vai da escravidão para a liberdade. Só assim se encontrarão unidos. Ele canta e nós ouvimos! Ele prende grilhões, cantando para nós; e nós os desprendemos, ouvindo-o.” Rabindranath Tagore ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1913. (25.07.09)

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    • 4 estrelas19%
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    Rabindranath Tagore

    Rabindranath Tagore (em bengali: রবীন্দ্রনাথ ঠাকুর; 7 de maio de 1861 - 7 de agosto de 1941), alcunha Gurudev, foi um polímata bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Como autor de Gitanjali e seus "versos profundamente sensíveis, frescos e belos", sendo o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de Literatura, Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi, a quem Tagore chamau 'Mahatma' devido a sua profunda admiração por ele.

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    Rabindranath Tagore