Trigésimo segundo volume da série Hercule Poirot. Nesse volume, Poirot tem que desvendar um caso que já foi na verdade verdade julgado. A trama não gira então em buscar pistas de um assassinato, mas sim sobre alguém que possa se encaixar no perfil do assassino tão bem quanto o condenado. A cidadezinha em que se passa a história foge do pitoresco para permitir que o rol de personagens brilhe, e para tornar a tarefa do leitor ainda mais difícil, Christie apresenta ainda criminosos que nem estavam presentes no momento da investigação, mas que podem ser relacionados de uma forma ou de outra. Desnecessário dizer que é possível chegar à mesma conclusão que o detetive, basta como sempre, prestar atenção nos detalhes. O destaque fica para a forma como autora zomba impiedosamente da vaidade de Poirot que se vê constantemente ignorado por todos a sua volta. Recomendo.





