Romance de estreia de uma das grandes figuras da música popular brasileira. Neste romance de estreia, Vanessa da Mata demonstra uma incrível destreza linguística e a capacidade de criar uma história atmosférica e magnética.Giza cresce numa pequena cidade brasileira e ajuda, com o seu trabalho, num negócio de flores muito especial gerido por Florinda e Margarida que a tratam como irmã.Aos 18 anos, Giza apaixona-se por Tito, mas Florinda apressase a pôr um fim à sua paixão.À medida que Giza vai crescendo, a vila parece ir diminuindo, o que faz com que ela comece a procurar novos territórios e encontre a “Vila” - um bairro periférico, detestado pela população em geral. Aí faz novos amigos que a iniciam na história secreta daquele lugar que se revela estar ligada à sua própria origem.
A Filha das Flores -
Vanessa da Mata
Escrita de Flores
"A paixão é vista como o antídoto para a morte em vida." Mais um que eu peguei na #LivroTerapia e esse eu realmente queria muito ter para mim. O livro conta a história da Giza, vai serpenteando da sua infância, adolescência, até aquele estágio de jovem-adulto onde "tudo" realmente se descobre. Nós vamos acompanhando a mudança em sua vida, o relacionamento com as tias, a maneira como ela ver os sentimentos, enquanto Giza vai acompanhando a vida dos moradores de sua cidadezinha, de certa maneira sempre se sentindo diferente deles. Ate que num dado momento ela descobre a "Vila Morena", e o gostinho de mistério no livro só aumenta. Um lugar completamente diferente ao que ela está acostumada, porém, que parece fazer mais parte dela, com seu senso de liberdade, desprendida dos costumes "hipócritas" que ela via em sua cidade. . Primeiro de tudo eu tenho que falar da linguagem poética. Gente, é maravilhoso para quem gosta da sensação de ver beleza nas palavras e nas descrições. O que me fez pegar esse livro emprestado foi justamente que ele me "prometia" falar de um "Brasil rural", e com essa linguagem poética da Vanessa ficou tudo lindo. A família de Giza cuida da distribuição de flores da cidade, ela cuida dos enormes jardins da família, e a maneira com que ela olha essas belezas, contrasta as flores com os sentimentos, a maneira descrita dos sentidos, de uma maneira bem sensual é um ponto alto na leitura. Também amei a liberdade da Giza, de se conhecer, a medida que os acontecimentos vão se desenrolando, da percepção que ela tem as coisas ao seu redor e da maneira com que ela age de acordo com isso. Quando ela se apaixona, quando encontrar a possibilidade de sua liberdade, quando ela descobre o desprezo das "titias", quando, enfim, descobre seu lugar. O livro é instigante pelos mistérios que se desenvolve nele, primeiro a própria Giza, de onde veio? De quem é filha? E vai crescendo... o que é a "Vila Morena"? Por que aquelas pessoas são tão diferente? Por que existe uma rivalidade entre a Vila e a Cidade? Quem é a tal "Rainha"? O que foi a grande tragedia que se abateu na cidade vinte anos atrás? E o que Giza tem haver com tudo isso? Você, obviamente, quer descobri. Terminei esse livro em 24h, justamente, por causa dessas questões. Beirando o sobrenatural, adentrado no folclore do nosso povo. A história tem um final bastante instigante também. Que eu amei, por sinal. O único que fez o livro perder um pontinho para mim. Foi as últimas páginas, a sua especie de prólogo. Foi bem corrido, para mim "mal-contado", principalmente, pela maneira que o livro vinha sido descrito, mas nada que me fizesse perder o encanto pelo que li. Enfim... gostei bastante! Uma leitura diferente do que estou acostumada, com uma premissa ("folclórica") que eu nunca tinha lido. Queria na minha estante, para revisitá-lo sempre que quisesse... Quem sabe?
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