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    A alma do negócio - como eram as propagandas nos anos 50, 60 e 70

    Alberto Villas

    GLOBO ESTILO
    2014
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788525057426
    Português Brasileiro
    3.8
    24 avaliações
    Leram37Lendo7Querem84Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos5Desejados84Avaliaram24

    O livro A alma do negócio: como eram as propagandas nos anos 50, 60 e 70, do jornalista e escritor Alberto Villas, nos leva de volta a uma época pré-tecnológica quando ainda não existiam os computadores e os celulares. Este livro “mostra o trabalho dos pioneiros da propaganda”, como diz Washington Olivetto. Na impressionante coleção de livros, discos e revistas que possui, Villas garimpou as raridades que compõem este livro tão gostoso de curtir. O autor começa o livro dizendo que o pai vestia uma “camisa Volta ao Mundo” e ia para o trabalho “dirigindo uma Rural Willys”. Os tecidos que dispensavam o ferro de passar, como as camisas Volta ao Mundo, as calças de Nycron, que não perdiam o vinco, e as blusas de Ban-Lon, eram uma grande novidade. Surgiram para facilitar a vida das donas de casa, assim como os revolucionários eletrodomésticos: a enceradeira, a máquina de lavar e a de secar roupas, a televisão a cores. Fraldas descartáveis e a papinha pronta para o bebê. Dessa forma, sobrava mais tempo para cuidar da beleza com o sabonete Gessy, os cremes Rugol e Pond’s, o pó de arroz Cashmere Bouquet e a água de colônia Regina. Assim como acontece nos dias de hoje, as celebridades eram requisitadas para garantir a qualidade do produto. Uma das que mais atuou nesse campo foi a inesquecível apresentadora Hebe Camargo, cuja imagem passava confiança aos leitores. Outros foram Carmem Miranda, Pelé, Chico Anísio, os integrantes do programa Família Trapo, que fazia grande sucesso na época. A grande maioria desses produtos foi desaparecendo com o passar do tempo: os famosos drops Dulcora embrulhadinhos um a um, a caneta-tinteiro,a cera Parquetina, as calculadoras, os filmes Kodak... “Um dia, minha filha ainda pequenininha viu meu álbum de retratos de quando eu era criança e perguntou: ‘Quando você era criança o mundo era preto e branco?’” Outros produtos, porém, continuam há décadas nas prateleiras, firmes e fortes, atravessando gerações, como a pomada Minancora, o creme Nívea, o Melhoral, o Leite Ninho e o Leite Moça, o sabão Omo, os chicletes Adams... Algumas marcas se tornaram tão fortes que seus slogans nunca mais saíram da cabeça: o Bombril, aquele das 1001 utilidades, Se é Bayer é bom, Danoninho vale por um bifinho, Avon chama! Quem usava a chave desse segredo era Henry Ford, que costumava dizer: “Se eu tivesse um único dólar investiria em propaganda.”

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    Alberto Villas

    O jornalista Alberto Villas nasceu em Belo Horizonte em 1950. Decidiu-se pela carreira ao vencer em 1970 o Concurso de Contos do Estado do Paraná. Formado em Paris, onde viveu por seis anos, colaborou com quase todos os jornais alternativos da época. Em 1980 voltou para o Brasil, onde trabalhou em O Estado de S. Paulo, Rede Bandeirantes, SBT, TV Manchete e Rede Globo, onde hoje é editor do Fantástico. É autor dos livros O Mundo Acabou (2006); Afinal, o Que Viemos Fazer em Paris? (2007); Admirável Mundo Velho (2009), Onde Foi Parar Nosso Tempo (2010) e Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta (2012).

    6 Livros
    3 Seguidores
    MG, Brasil

    Alberto Villas