As esculturas de Têmis, fixadas à frente dos suntuosos tribunais, dão a exata noção do que pretende significar o direito no imaginário da sociedade. A balança representa o equilíbrio e as decisões ponderadas; a espada simboliza a força, o poder que obriga os “transgressores” a se curvarem ante a razoabilidade da ordem jurídica; a venda nos olhos da deusa grega, por fim, traduz a imparcialidade, o tratamento a todos por igual. Mas, é realmente desse modo que direito se apresenta na sociedade? Se não é, quais as razões de tamanho abismo entre o “pretendido” e o real? As respostas para tais questionamentos são desvendadas a partir de uma aproximação com o marxismo, a teoria que melhor explica o desenvolvimento da vida social humana e todas as suas manifestações ao longo da história. Esta é a razão pela qual "Sociedade de classe, direito de classe: uma perspectiva marxista e atual" se apóia no pensamento marxista para conceituar o direito e demonstrar o seu papel de manutenção e asseguramento dos interesses da classe dominante.
