Entendo Luiza e acho muito pertinente a resistência dela, uma vez que se não desse certo, ela é quem "perderia" tudo, sem falar no abandono emocional que ela vivenciou, com uma mãe que não se importava: era ela por ela mesma! Acho que ela foi bem racional, e sinceramente, quem dera que nós mulheres fóssemos mais assim, pesando criticamente sobre as coisas e fazendo escolhas mais prudentes.
Para mim, tudo fez sentido e vejo boa parte do livro 2 acontecendo ao mesmo tempo que o livro 1. Em tese, no livro 1, Luiza não tinha nada a perder, assim, ela podia ser mais valente e se jogar no relacionamento, mas a vida dela era no presente/neste século, e aqui ela tinha muito a perder, porque ela tinha pouco e não poderia se dar ao luxo de perder esse pouco, que na verdade era tudo o que ela tinha. Emocionou-me a chegada dela à Havenford, com todos os seus pertences, sem dinheiro e sem ninguém, quando ela sente-se abandonada pelo taxista que conheceu a quinze minutos!!! Essa cena mostra o tanto de solidão de Luiza.
Não acho que Luiza foi ousada no livro 1, ela foi ela mesma, mas as ações dela obviamente seriam vistas assim, já que a cabeça dela é de séculos a frente.
Amei a forma como a autora amarrou a história, mas se prestarmos atenção à árvore genealógica do final do livro 1, temos uma boa ideia do destino do livro 2.
Só acho que ficou uma ponta solta neste livro também, quando Marcel pergunta a ela como foi a vida com o conde...
E o que falar do 3º Conde? Entrou para a minha seleta lista de crushs literários, ao lado do capitão Wentworth (Persuação/Jane Austen) e do também capitão MacKenzie (A Noiva do Capitão/Tessa Dare). Os Devans são homens que amam e demonstram e querer estar juntos.
O livro foi bem escrito, tem humor e suspense kkkk. Definitivamente, algumas amigas ganharão essa duologia de presente, para também se apaixonarem.