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    Ela e Outras Mulheres -

    Rubem Fonseca

    Companhia das Letras
    2006
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 8535909338
    Português Brasileiro
    3.8
    637 avaliações
    Leram1157Lendo31Querem298Relendo0Abandonos10Resenhas43
    Favoritos58Desejados298Avaliaram637

    O estilo que consagrou Rubem Fonseca como um dos maiores autores brasileiros contemporâneos se mantém intacto. Mas Ela e outras mulheres leva algumas das características de sua literatura a patamares extremos. A concisão e a dureza da linguagem, por exemplo, atingem o pico em contos como Ela , breve relato sobre o início e o fim de um relacionamento, marcado pela carnalidade explícita e pela máxima do narrador - Na cama não se fala de filosofia . Um olhar que se aproxima da violência e das pequenas obsessões escondidas no dia-a-dia está presente em contos como Miriam , em que uma funcionária de banco, atormentada pela sensação de ter um corpo estranho preso na garganta, cultiva com satisfação seu poder de recusar empréstimos aos pobres-diabos que têm que aprender a viver dentro de suas posses . A temática dos matadores de aluguel, recorrente na obra de Rubem Fonseca, também figura aqui numa série de contos protagonizados por um mesmo assassino. Embora haja homens como narradores e protagonistas, são as mulheres que desencadeiam os conflitos e põem em movimento tramas que quase sempre adquirem contornos perversos e cruéis. São histórias cheias de violência, vingança, desejo e obsessões, em que as mulheres definem o destino dos homens.

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    Resenhas (43)Ver mais
    Eloisa Goronci picture
    Eloisa Goronci30/09/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ótimo contista, mas...

    Os contos do Rubem Fonseca me pegaram logo nas primeiras linhas, como tem que ser, e, em geral, me surpreendiam no final. A construção dos contos em si é primorosa. Entretanto, o livro tem temáticas muito pesadas. A maioria das mulheres é violentada, morre ou é uma pessoa ruim. A maioria dos homens só pensa em sexo. Achei as temáticas um pouco repetitivas. Talvez isso seja um ponto "negativo" (depende do teu gosto) do livro, mas to ansiosa pra ler mais contos dele.

    23 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 637
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
    José Rubem Fonseca profile picture

    José Rubem Fonseca

    O escritor e roteirista cinematográfico brasileiro José Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ele passou a residir a partir dos oito anos. Antes de se devotar ao ofício literário, Rubem percorreu uma longa jornada na carreira policial, na qual ingressou ocupando o cargo de comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, ainda em terras cariocas, no dia 31 de dezembro de 1952. Ele permaneceu nesta profissão até o dia 06 de fevereiro de 1958, quando foi exonerado. Durante a maior parte de sua vivência policial ele trabalhou no gabinete, como relações públicas dessa instituição, estagiando por pouco tempo nas ruas. Um dos melhores estudantes da Escola de Polícia, ele se destacou profissionalmente por sua percepção apurada da psique humana, sua visão psicológica dos infortúnios do Homem. As experiências então vivenciadas pelo autor foram depois traduzidas por ele em sua obra. Neste momento, porém, ele ainda não revelava nenhuma inclinação literária. Em 1954, no mês de Julho, ele e mais nove policiais receberam a oportunidade de estudar nos EUA. Ele aproveitou este momento para também cursar Administração e Comunicação nas Universidades de Nova York e de Boston. De volta ao Brasil, atuou na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, ministrando aulas sobre seu campo de trabalho. Ao deixar a Polícia, o escritor ainda teve uma passagem pela Light, antes de se dedicar totalmente à literatura. O autor iniciou sua trajetória literária escrevendo contos, reunidos depois no livro Os Prisioneiros, lançado em 1963. A partir daí seu impulso criador não mais cessou. Ele publicou A Coleira do Cão, de 1965; Lúcia McCartney, de 1967; O Caso Morel, em 1973; Feliz Ano Novo – livro de 1975, censurado durante a Ditadura Militar; O Cobrador, de 1979; A Grande Arte – romance de 1983, adaptado para o cinema pelo próprio autor, dirigido por Walter Salles Jr.; Buffo & Spallanzani, de 1986; Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, em 1988; Agosto, de 1990 – convertido para as telas televisivas com grande sucesso; O Selvagem da Ópera, de 1994; O Buraco na Parede, de 1995; Diário de um Fescenino, em 2003; O Romance Morreu, de 2007, entre outros. Em seus livros despontam seres à margem da sociedade, assassinos, prostitutas, policiais, representados em um cenário povoado pela violência explícita e por uma alta voltagem sexual. Estes elementos são apresentados ao leitor através de uma linguagem austera, crua e sem circunlóquios. A ficção mesclada com fatos históricos também é uma característica da produção literária de Rubem Fonseca, como no retrato de Getúlio Vargas em Agosto, e a representação da trajetória existencial do compositor Carlos Gomes em O Selvagem da Ópera. Rubem Fonseca também escreveu críticas cinematográficas para a revista Veja, em 1967. Recebeu, ao longo de sua carreira literária, várias premiações importantes, entre elas o Prêmio Camões, o mais importante do idioma português. Ele foi igualmente consagrado por seus roteiros escritos para o cinema, recebendo o Coruja de Ouro por seu roteiro Relatório de um Homem Casado, de Flávio Tambelini; o Kikito de ouro, no Festival de Gramado, pelo longa-metragem Stelinha, dirigido por Miguel Faria; e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo roteiro de A Grande Arte, acima citado. Ele criou um personagem que se imortalizou nos meios literários – o advogado Mandrake, despido de valores morais, sempre cercado de mulheres, habituado a circular pelo ‘underground’ carioca. Este protagonista foi transportado para as telas da TV em uma série popular do canal HBO, vivido pelo ator Marcos Palmeira, em roteiro adaptado pelo filho de Rubem. Viúvo, pai de três filhos - Maria Beatriz, José Alberto e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, o escritor era uma pessoa retraída e pouco se expunha diante da mídia. Sempre respeitado e admirado por seus amigos como uma pessoa modesta, amável e bem-humorada, faleceu no dia 15 de Abril do ano de 2020, aos 94 anos, decorrente de um infarto, em plena pandemia de Covid-19.

    64 Livros
    707 Seguidores
    Juiz de Fora, Brasil

    José Rubem Fonseca