Lost in the Funhouse -

    John Bart

    Penguin Books
    1972
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-1: 0

    Barth's lively, highly original collection of short pieces is a major landmark of experimental fiction. Though many of the stories gathered here were published separately, there are several themes common to them all, giving them new meaning in the context of this collection.

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    Juliana Terra01/02/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    John Barth e ficção no século XX: a literatura em tempos de exaustão.

    Em Lost in the funhouse, John Barth, a partir da história do jovem Ambrose, faz reflexões acerca da obra literária e do papel do escritor e da escrita no século XX. O livro é uma união de contos, os quais, segundo o próprio autor não se trata propriamente de uma coletânea, mas, antes, de uma sequência. Do nascimento de Ambrose até o momento em que este, perdido em um túnel do terror, assume-se enquanto escritor, o que o autor faz é criar paralelamente à história do protagonista digressões acerca do processo de escrita ficcional, na tradição e no século XX, apontando uma exaustão nas formas tradicionais de produção literária e dispondo novas formas de criação ficcional. Ambrose não é só personagem de uma história contada por um narrador heterodiegético. O próprio Ambrose questiona-se quanto à possibilidade de não ser um indivíduo real, mas, na verdade, um personagem de ficção. Ficção e teoria caminham lado a lado. Os contos versam desde a concepção do menino (primeiro conto que traz reflexões polissêmicas em uma forma espetacular), brincadeiras de infância, paixões platônicas juvenis e, por fim, reconhecimento do potencial criativo e ser de ficção, até uma retomada da tradição literária, evocado os textos gregos a partir de uma linguagem e visão completamente inovadoras, lendo o antigo através da perspectiva pós-moderna a fim de estabelecer se não uma nova tradição, ao menos a tentativa de superar a crise literária que se dá no século XX em que, segundo Barth, temas e obras estão chafurdadas em uma realidade de “exaustão”. Em suma, a obra traz uma nova forma de fazer literário que imbrica teoria com ficção extrapolando a metalinguagem para problematizar o que é o próprio problema: a exaustão das formas literárias.

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