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    Les Lauriers Sont Coupés -

    Édouard Dujardin

    GF Flammarion
    1888
    117 páginas
    3h 54m
    ISBN-1: 0
    3.9
    28 avaliações
    Leram37Lendo3Querem71Relendo0Abandonos1Resenhas8
    Favoritos3Desejados71Avaliaram28

    En 1887 paraît ce petit roman de facture inédite et au destin surprenant. Pour la première fois un récit s'écrit du seul point de vue des pensées du narrateur, Daniel Prince, accessoirement entiché d'une comédienne. De six heures du soir à minuit, on le suit dans ses pensées les plus intimes en même temps que dans ses préparatifs vaguement amoureux. « Lisez Les lauriers sont coupés », conseille James Joyce à Valery Larbaud en 1920, rendant ainsi à Édouard Dujardin ce qui lui appartient : l'invention du monologue intérieur. Cette forme nouvelle de roman allait être promise à un bel avenir : après Joyce et Larbaud, Schnitzler, Faulkner, Queneau, Woolf, Beckett, Sarraute, Cohen, Fuentès et tant d'autres en ont fait le mode d'écriture privilégié de l'intériorité et des mouvements de la pensée. Ce volume contient un dossier documentaire qui fait état de la genèse et de l'accueil critique du roman et propose une anthologie qui témoigne de la postérité du monologue intérieur dans les littératures française et étrangère

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    Resenhas (8)Ver mais
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    bubbleart01/08/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    fiz algumas anotações sobre o livro e vou compartilhar aqui também: - quando eu anotei "macho chato" numa fala do protagonista eu realmente quis dizer isso. daniel prince é muito chato. - o livro inteiro é em primeira pessoa e explora o monólogo interior. as vezes parece mais uma prosa poética, na verdade. não é um grande primeiro passo do modernismo ou sequer do fluxo de consciência - prince, na minha percepção, é bastante unidimensional - mas com certeza consigo observar os aspectos que prepararam o terreno para Joyce, por exemplo. gosto do tom desdenhoso e até mesmo contraditório da consciência do narrador (veja, usei uma só "consciência" aqui, porque é o que parece ao ler o livro). - há palavras que o autor seleciona para causar efeito de ambiguidade. acredito que Joyce tenha se inspirado um pouco nesse sentido de uma palavra que pode dizer mais do que seu próprio significado em suas obras. - os parágrafos de nove páginas são meu espírito animal. há alguns deles que há muita repetição de uma palavra específica; repetição de conversas ou eventos que acabaram de acontecer; descrição de coisas externas, como sons e movimento, e então a sensação através deles; recapitulação de personagens que não estão em cena (por exemplo, lea passa a maior parte do livro na narrativa sem sequer estar realmente ali). - estranhei de primeira ver que o livro é dividido em capítulos, mas, por ter sido publicado em folhetim, fez mais sentido. - em um dos capítulos, prince está lendo algumas cartas de lea e se lembra de algumas palavras exatas que escrevera. achei essa passagem bastante linear, mas é provável que Joyce tenha se inspirado com a quebra de narrativa - a alternância entre discurso indireto livre (ou quase) e cartas/bilhetes. na obra de Joyce, há capítulos que temos acesso ao diário do protagonista, por exemplo. - não gostei mesmo do protagonista. inclusive espero que a lea arranque cada centavo dele. you're doing great, sweetie. - senti que as marcas que indicam as falas dos personagens aparecem com mais frequência do meio para o fim do livro, mesmo sem grande marcação ou interrupção nos diálogos dos personagens. gostei bastante dos diálogos corriqueiros. - adorei a parte que o personagem principal dá uma cochilada. o parágrafo fica tão desconexo! mesmo sem saber diretamente que ele tinha caído no sono, deu logo pra notar. foi sensacional. - lembrei muito de Mrs Dalloway quando o personagem está andando pelas ruas. "a vida; a hora, o lugar, um entardecer de abril, Paris, um entardecer claro de sol se pondo". - amei uma frase do préfacio: "Ignorando o fim, a trajetória é tudo". é sobre isso.

    2 curtidas

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    • 4 estrelas32%
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    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
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    Édouard Dujardin

    Édouard Dujardin, nascido em Saint-Gervais-la-Forêt foi um escritor francês, poeta e dramaturgo, um dos pioneiros da técnica literária do Fluxo de Consciência ou monólogo interior, utilizada em seu romance Os Loureiros estão Cortados de 1888.

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    Édouard Dujardin