O livro aborda temáticas importantes na contextualização da escravidão africana. Temos uma visão europeia dos acontecimentos da época, pois é a forma que nos foi ensinada. Eduardo nos mostra que não foi bem assim. O livro foi dividido em três partes: a primeira trazendo reflexões sobre a África e a cultura brasileira, a segunda parte abordando os víeis da escravidão e politica Africana e a terceira algumas considerações e um pouco da história de Zumbi dos Palmares.
E comum pessoas hoje tentarem justifica a escravidão e sua crueldade com as pessoas negras no mundo afirmando: “mas havia escravidão na África, os próprios negros se escravizavam”, Eduardo D’Amorim vai mostra que sim havia escravidão na África, mas não da forma que predominam. A escravidão Africana era muito bem organizada e ligada ao sistema político dos impérios locais.
Eduardo classifica a escravidão africana em três momentos: 1) a escravidão tradicional que era realizada através das guerras ou razzias e eram divididos em duas categorias e dentro delas outras subcategorias: 1- Escravos do Governo que eram divididos em: militares, trabalhadores do campo e prisioneiros de guerra (raros) e 2- Escravos Particulares que eram os comerciáveis e os escravos da casa do mestre, havendo duas outras categorias pra esses os habitantes da casa e os que faziam parte da comunidade da casa, 2) a escravidão praticada pelos Árabes feita pelo comercio onde os Árabes traziam mercadorias importantes para manter o impérios negro Africano e recebiam como pagamento ouro e/ou escravos das guerras ou razzias e 3) a praticada pelos Europeus mexeu com toda a organização mantida ate então, pelos registro só para o Brasil haviam 6 embarcações que levavam em medias 250 pessoas escravizadas, fazendo 5 viagens por ano, os números superaram e muito os dois primeiros momentos da escravidão Africana.