O convite foi feito sem rodeios: -Posso convidá-lo para jantar esta noite comigo? Quando lhe perguntei qual era o perigo que corria, ela respondeu: -Estou ameaçada de morte...se é isto o que pretende saber. Mais tarde, depois de ter saído do meu gabinete, telefonou-me: -Esqueci-me de lhe dizer: o jantar é às oito. E o jantar teria sido às oito... se não a tivesse encontrado sentada à cabeceira da mesa, direita e imóvel, porque o punhal que atravessava o espaldar da cadeira a sustentava pelas costas. Quem a assassinara tinha tido a macabra ideia de lhe modelar um sorriso antes de se iniciar o rigor mortis...