OBRA PIONEIRA NO MUNDO JURÍDICO QUE VEM PARA CONTRIBUIR PARA A EVOLUÇÃO DA GESTÃO DOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Para um segmento que cresce a cada dia e é diretamente impulsionado pela concorrência, os escritórios de advocacia buscam além do seu posicionamento no mercado, procuram alinhar suas estratégias de captação de contratos altamente rentáveis e que garantam a sustentabilidade do negócio a longo prazo. Há muitas variáveis a serem analisadas antes de trazer um novo cliente para o escritório, e uma delas, que é vital para o negócio, é a garantia do lucro. A diferença em saber precificar os honorários é garantir, ainda no processo de negociação com o cliente, que um novo contrato seja rentável para a banca. São várias as influências na formação do preço, e elas se dividem em internas e externas. Para as influências internas, a banca tem total controle das variações e pode alinhar estratégias específicas para controlar e prever as oscilações desses fatores que interferem diretamente no preço, porém, quando falamos de influências externas no preço, a banca não tem controle direto sobre essas movimentações, mas também é diretamente influenciada por elas.
Honorários Advocatícios - Diretrizes e Estratégias na Formação de Preços para Consultivo e Contencioso
Beatriz Machnick
Resenha: Battle Royale
Mais uma distopia pra minha coleção! Esse foi um dos maiores livros que já li e achei que ia demorar bastante para terminar, mas a leitura é bem fluída e terminei bem mais rápido do que imaginava. Fiquei interessada por esse livro pelas comparações com Jogos Vorazes, mas apesar de algumas semelhanças, também há muitas diferenças, e acho que Jogos Vorazes me conquistou mais. A história começa em um ônibus de uma suposta excursão da turma B do nono ano da Escola de Ensino Fundamental Shiroiwa, onde os estudantes são apresentados rapidamente pelo narrador (em terceira pessoa) assim como um pouco sobre o governo da República da Grande Ásia Oriental (Japão). Logo no primeiro capítulo, os alunos são sedados com gás do sono e o ônibus é tomado por homens do governo que irão levá-los para participar do programa. Os estudantes acordam na escola de uma ilha, que foi totalmente evacuada para a realização do programa, com uma coleira metálica em seus pescoços. Um homem chamado Kinpatsu Sakamochi explica as regras do programa para os estudantes, falando que eles deveriam matar os demais para sobreviver e que não seria possível escapar da ilha, pois havia barcos patrulha ao redor dela e as coleiras eram monitoradas por satélite, podendo ser explodidas caso eles saíssem da área delimitada. Além disso, a ilha era dividida em quadrantes e em determinadas horas do dia, alguns deles seriam proibidos e quem permanecesse nesses locais também teria sua coleira explodida. Durante essa explicação, alguns incidentes acontecem, resultando em dois estudantes mortos mesmo antes do início do jogo. Um desses estudantes era Yoshitoki Kuninobu, melhor amigo de Shuya Nahara. Após o término das explicações, os estudantes recebem um kit de sobrevivência com um mapa da ilha, para que marcassem os quadrantes proibidos conforme fossem sendo anunciados, e saem um a um da escola. Assim, o jogo tem início e alguns estudante já começam a participar ativamente dele, matando outros colegas. Mesmo com as regras sendo bem claras quanto à impossibilidade dos estudantes escaparem e que o jogo só terminaria quando restasse apenas um estudante, alguns se recusam a participar desse programa e tentam se unir com amigos mais próximos para tentarem elaborar planos de fuga ou de ataque ao soldados do governo que estão na ilha. Um desses estudantes é Shuya, que também decide proteger Noriko Nakagawa, por quem Yoshitoki era apaixonado. Enquanto Shuya e Noriko estão procurando um local para se esconder, acabam cruzando com Shogo Kawada (considerado meio que um bad boy pela maioria dos estudantes), que acaba se juntando a eles. Apesar de alguns estudantes terem mais destaque, principalmente Noriko, Shogo, Shuya como protagonistas e Kazuo Kiriyama e Mitsuko Soma como principais antagonistas, todos os alunos possuem capítulos exclusivos ou quase exclusivos para eles, que contam um pouco mais de sua história de vida e acompanham sua participação no jogo. Apesar desses capítulos nos mostrarem um pouco mais sobre a personalidade de cada personagem, pra mim ainda foi pouco para conseguir me apegar de verdade a alguém. Além disso, achei o número de personagens muito grande! Eu já tenho dificuldade para guardar nomes de algumas pessoas com quem eu convivo, imagina 42 nomes, em uma língua que tenho pouca familiaridade, de pessoas que eu nem tenho um rosto para associar. Também achei a personalidade da maioria dos estudantes meio rasa demais e um pouco estereotipada, sendo razoavelmente fácil dividi-los em pessoas super boazinhas ou super "vilãs", com várias atitudes previsíveis. Uma das coisas que mais me incomodou foi o Shuya. Ele é o típico mocinho super do bem que quer salvar todo mundo e ser feliz para sempre. Mas ele só faz burrada e se arrisca desnecessariamente o tempo todo. A sorte dele é ter o Shogo no grupo, único personagem que gostei de verdade. Também não me conformei com a quantidade de meninas que eram perdidamente apaixonadas pelo Shuya. Outra coisa que não me convenceu muito foi como alguns estudantes arriscavam a sua vida sem pensar duas vezes por quem eles "gostavam". Coloquei o verbo gostar entre aspas, porque não parecia um amor de verdade e sim paixõezinhas que você tem no ginásio por algum menino/menina da sua sala, em que você nunca falou nada além de um "oi" pra pessoa e acha ela bonitinha. Eu posso estar completamente errada, mas não acho que dá pra você amar outra pessoa de verdade, a ponto de morrer por ela, sem ao menos ter uma convivência mais íntima, e não apenas uma convivência superficial de colega de classe. Também achei algumas situações bem irreais e forçadas, como a capacidade de alguns estudantes de sobreviverem e ainda correrem por aí ou lutarem depois de terem levado mil tiros ou sendo feridos mortalmente de alguma outra forma, além das munições infinitas que alguns possuíam e habilidades nível Rambo. Depois de todas essas minhas "reclamações" parece que eu detestei o livro, mas não foi o que aconteceu. A história é muito boa e original, há diversas críticas ao governo e pessoas do alto escalão que nos fazem refletir, a escrita do autor não é cansativa e o livro prende bastante. O que realmente me incomodou foi a construção dos personagens, que não funcionou pra mim, o que não quer dizer que não vai agradar outras pessoas. Acho que vale a pena a leitura, já vi várias pessoas que gostaram bastante desse livro. Talvez eu esteja numa fase meio intolerante, por isso não gostei muito de ninguém e fiquei irritada com algumas coisas hehe. Quanto a parte estética do livro, a Editora Globo está de parabéns! O livro é muito bonito, há vários detalhes em relevo na capa, na contracapa, na lombada e até nas orelhas. As páginas são amareladas e o texto não ficou muito junto ou espremido nelas. O tradutor e o(s) revisor(es) também fizeram um trabalho excelente, porque é um livro super extenso, traduzido do japonês e não encontrei nenhum erro de português ou expressão que não fazia sentido. Outro detalhe que achei muito legal também, foi o mapa, presente no verso da capa e da contracapa, da ilha dividida em quadrantes e uma tabela com os quadrantes proibidos que ajudava a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Leia a resenha completa no meu blog ^^
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