
Emil FARHAT viveu inicialmente como jornalista político no RJ, onde trabalhou durante 8 anos para ‘O Jornal e Diário da Noite’, mais tarde tornou-se publicitário, até aposentar-se e voltar ao jornalismo em São Paulo. Teve passagens pela literatura escrevendo 2 novelas e se transformou em um analista social por força das convicções e da responsabilidade perante os destinos do país na conturbada segunda metade do século XX. No final dos anos 40, foi um dos introdutores do célebre ‘Repórter Esso’ no Brasil. Descendente de libaneses que se estabeleceram na zona da mata mineira, escreveu a saga desses imigrantes espalhados pelo Brasil como caixeiros-viajantes no livro ‘Dinheiro na Estrada’. Formado em Direito, nunca advogou, subindo às instâncias hierárquicas da McCann-Ericsson até se tornar presidente da filial brasileira. Foi articulista e chefe do escritório paulista do jornal ‘O Globo’ durante os últimos 11 anos de carreira. Convidado por Roberto Marinho a assumir a TV Globo no Rio, recusou o cargo por discordar do governador Brizola. Em suas memórias fala dos anos de estudante de Direito no Rio, durante a ditadura do Estado Novo, e como jornalista de ‘O Jornal e Diário de Notícias’, ambos de Assis Chateaubriand. Para quem estuda essa época, os nomes da intelectualidade carioca e da política nacional estão todos em seu livro ‘Memória Ouvidas e Vividas’ (FARHAT, 1999, 300 p., Scrinium Ed.). Sua breve militância política ocorreu na redação de um jornal de oposição, quando participou do movimento chamado Esquerda Democrática, que pretendia eleger José Américo de Almeida para a presidência da República em 1938, sendo ele um dos oradores do famoso comício de Niterói, poucos dias antes do golpe de 10 de novembro de 1937.