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    Base em Vênus (Perry Rhodan #8) - 1º Ciclo: A Terceira Potência

    Kurt Mahr

    Ediouro
    1976
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9783845300078
    Português Brasileiro
    3.7
    99 avaliações
    Leram212Lendo1Querem20Relendo0Abandonos2Resenhas7
    Favoritos3Desejados20Avaliaram99

    A Terceira Potência de Perry Rhodan foi reconhecida como Estado legítimo pelas potências da Terra, e com isso as lutas em torno da cúpula energética montada no deserto de Gobi cessaram como por encanto. Mas nem por isso termina a luta secreta, pois os potentados da Terra ainda alimentam uma desconfiança extrema face à Terceira Potência. Não querem conformar-se com o fato de que depois de ter realizado sua missão na Lua, a bordo da Stardust, onde descobriu o cruzador espacial dos arcônidas, Perry Rhodan manipula os acontecimentos deste mundo. Mas Perry segue seu caminho, imperturbável. E o próximo passo dessa caminhada, que conduzirá à transformação da Terra numa potência interestelar, é a instalação da Base em Vênus…

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    Fabio Shiva24/08/2021Resenhou um livro
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    vislumbres do passado na história do futuro

    Nesse episódio encontramos Perry Rhodan empenhado em estabelecer uma base para a sua Terceira Potência em Vênus, de forma a poder lidar melhor com futuras ameaças extraterrestres. Nessa missão ele conta com o apoio de seu fiel escudeiro Reginald Bell, dos dois remanescentes da nave arcônida, Crest e Thora, e de alguns dos mais capazes membros de seu recém-formado exército de mutantes. Acho que era meio que um clichê da ficção científica dos anos 1950 e 1960 (esse oitavo episódio de Perry Rhodan foi escrito entre 1961 e 1962) que o planeta Vênus fosse retratado como uma espécie de “superamazônia”, com densas e exuberantes florestas cobrindo toda a superfície planetária. Lembro de ter lido ao menos um romance de Isaac Asimov e um outro cujo título e autor já se perderam na memória, onde Vênus era retratado mais ou menos dessa forma. Creio que essa descrição condizia com o que então se sabia sobre o segundo planeta de nosso sistema solar. Pois bem, “Base em Vênus” não foge ao padrão, acrescentando ao cenário de “inferno tropical” alguns dinossauros gigantes e criaturas exóticas como um verme de dezenas de metros que faz uma nojenta simbiose alimentar com uma espécie esquisita de bicho-pau... Hoje sabemos, graças principalmente à sonda Magellan ou Magalhães (https://pt.wikipedia.org/wiki/Magellan), lançada em 1989, que Vênus é um “inferno” de outro tipo: um deserto árido e empoeirado, cheio de enxofre e de nuvens de ácido sulfúrico. Com esse conhecimento atual, a leitura de “Base em Vênus” traz um sabor especial, pois é uma história escrita no passado a respeito de um futuro que se tornou impossível, devido à descoberta de novos fatos que desautorizam a ficção imaginada pelo autor. Eu, particularmente, me divirto e aprendo bastante com essas histórias de FC “desatualizadas”, justamente pelo estranhamento causado por enxergar vislumbres do passado nesse olhar para o futuro. Outro exemplo desse estranhamento é ver o herói Perry Rhodan a toda hora sapecar um cigarro na boca. Isso também me remete às deliciosas histórias de Isaac Asimov, onde é comum vermos os viajantes de naves espaciais com um cigarro em uma mão e um copo de uísque na outra. O próprio Asimov era abstêmio e não fumante, mas a sociedade em que ele vivia tinha tão forte como “emblemas da civilização” o álcool e o tabaco, que o Bom Doutor (apelido carinhoso que dei a Asimov, um de meus autores favoritos) não conseguiu enxergar além dos valores da sociedade de sua época (nesse pequeno detalhe, ao menos). Voltando a “Base em Vênus”, depois de dito tudo isso, é fascinante quando nos deparamos com o exemplo oposto, muito frequente na espetacular série de Perry Rhodan: o do texto profético, que antecipa corretamente alguma tendência futura. É o caso desse trecho, onde vemos claramente uma descrição bem acurada dos drones, ao menos 40 anos antes de sua invenção, em 2004: “Rhodan mandou que todos permanecessem no interior da comporta. Ele mesmo dirigiu-se apressadamente à sala de comando. Crest estava sentado diante da tela do rastreador, onde se via um enxame de manchas luminosas brancas, que se deslocavam nervosamente de um lado para outro, aparentemente sem destino. — O que é isso? — perguntou Rhodan. — Diria que são espiões robotizados — respondeu Crest. — Não sei se ainda está lembrado: nos primórdios de nossa história havia instrumentos desse tipo. São apenas sondas radiogoniométricas, óticas ou de microondas de grande alcance. O tamanho destas aqui não é maior que três ou quatro vezes a palma de minha mão.” https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/08/perry-rhodan-base-em-venus-p008-kurt.html

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    Kurt Mahr

    Kurt Mahr (8 March 1934 – 27 June 1993, real name Klaus Mahn; former pseudonym Cecil O. Mailer) was German author and one of the first authors of the series Perry-Rhodan, the largest Science fiction series of the world. After his Abitur he moved to Darmstadt, where he joined the Corps Franconia Darmstadt. He started to study Civil engineering but changed in 1956 to physics.[2] As examined Diplom physicist he moved to the United States, where he worked on a space travel program and acquired 1968 the American nationality. He also worked as computer expert for private clients. He lived until 1972 in the US and – after an intermezzo in Germany – from 1977 until his death. On 18 October 1985 he married his wife Inge Voltz in Florida. As well as Perry-Rhodan magazine novels, he also wrote numerous Perry-Rodan planet novels, where he showed a talent to spin yarns. Both before and during his literary activities for the Perry-Rodan editorial department he wrote further Science fiction novels which had no similarities in terms of content. Among this are the short series Krieg der Milchstraßen (war of the milk streets) with six novels and Der lange Weg zur Erde (the long way to earth) with five novels (both at Terra novels). After the death of William Voltz and the resignation of Thomas Ziegler, Klaus Mahn wrote the memorandums from 1985 (magazine 1250) together with Ernst Vlcek. After his surprising death, Robert Feldhoff took over this job.

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    4 Seguidores

    Kurt Mahr