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    In Dubio Pro Hell - Profanando o Sistema Penal

    Alexandre Morais da Rosa, Salah H. Khaled Jr.

    Lumen Juris
    2014
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-13: 9788584400591
    Português Brasileiro
    4.1
    15 avaliações
    Leram39Lendo27Querem178Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados178Avaliaram15

    Decidir é uma tarefa complexa e a mente, conforme Daniel Kahneman[i], por seus sistemas S1(implícito, rápido, automático, emotivo e sem esforço) e S2 (consciente, demorado, racional, desgastante e lógico), busca reduzir a complexidade da decisão. Embora os sistemas trabalhem em sequência, em face da demanda por resultados e por punição, não raro, utilizam-se lugares comuns próprios do S1, facilitando o processo de tomada de decisão. Entretanto, esse modo de pensar leva muitas vezes a erros (vieses), dado que a reflexão não é convocada, permanecendo no banco de reservas. No campo do processo penal a situação é agravada pelo modelo de aparência racional, elaborado como um dever ser, desprezando-se orgulhosamente os fatores reais de decisão. Esse livro assume, assim, o modelo de tomada de decisão em que a capacidade e qualidade cognitiva, bem assim o tempo e informações disponíveis podem alterar o resultado. Ademais, reconhece, a formação de máximas da experiência, ou seja, as regras de bolso que os juristas operam. Ainda que úteis, em muitos casos, sem a participação do S2, o piloto automático da resposta pronta toma o lugar da racionalidade. E a lógica sistemática do in dubio pro reo, no caso da matriz inquisitória, passa a ser in dubio pro hell. Além disso, discorre sobre neurociência e culpabilidade, competência dos agentes repressivos, o papel da mídia, do engodo dos viciados em punição, bem assim sobre o papel do ensino do Direito. Esperamos que gostem.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Paulo Silas Taporosky Filho picture
    Paulo Silas Taporosky Filho17/10/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Excelente! A maestria com a qual os autores profanam o sistema penal, conforme adianta o título, é notória e se evidencia já nas primeiras linhas do livro. Com um toque de ironia, muito bom humor e extrema sagacidade, os autores não deixam o eruditismo de lado, cujo brilhantismo na exposição das perspectivas sobre os temas expostos se fazem presentes a cada página. Aos desavisados, que se atentem para quando do início da leitura: aqui não existem fórmulas prontas, meios facilitadores para decorebas, demonstração intencional de eruditismo (aquele que se percebe na obra é intrínseco) ou resumões. Antes, se tratam de diversos artigos com duras (e necessárias) críticas contra o sistema penal conforme é visto (e pensado) hoje. Não há espaço para o senso comum teórico. Aos que se dizem conservadores (puritanos), pregam a existência do homem médio e da mulher honesta, ou ainda aos que acreditam e defendem a verdade real: cuidado! Abra a sua mente (insurgente também é gente) antes de prosseguir. Ou não arrisque a leitura, se for daqueles que se contentam em seguir sem questionar as súmulas dos Tribunais. Pensar é preciso, e é justamente o que este livro induz o leitor fazer. Pensar e questionar. Avançar. Progredir. Quebrar os grilhões e livrar-se das amarras do senso comum teórico presente no campo do Direito. Com títulos sugestivos e bastante divertidos (são 15), cada capítulo (os quais nasceram das publicações na coluna semanal dos autores no "Justificando.com") trata de um tema instigante que merece ser relido, considerando o modo com o qual é "entendido" pela grande maioria. O que dizer do "in dubio pro societate"? Quais as críticas necessárias ao sistema penal vigente? E quando da utilização imoderada do sistema penal (por exemplo, no caso da Lei Geral da Copa)? É saudável seguir as orientações jurisprudenciais e sumulares sem qualquer tipo de discernimento? Estas e diversas outras questões são abordadas na obra, escritas de uma forma surpreendente e atrativa, convidando o leitor a repensar o direito penal. Mais que recomendado, uma obrigação de se ler!

    1 curtida

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    4.1 / 15
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    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas27%
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