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    O Segredo do Cofre de Tempo (Perry Rhodan #12) - 1º Ciclo: A Terceira Potência

    Clark Darlton

    Ediouro
    1976
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9783845300115
    Português Brasileiro
    3.9
    84 avaliações
    Leram70Lendo2Querem6Relendo2Abandonos0Resenhas5
    Favoritos3Desejados6Avaliaram84

    Perry Rhodan obteve mais um sucesso! Recorrendo aos seus poderes mentais, os mutantes da Terceira Potência criam tremenda confusão entre os invasores tópsidas, além de se apossarem da nave de guerra arcônida, orgulho e peça-base da frota espacial tópsida. Agora Rhodan não precisa mais temer o adversário inumano, e tem em mãos os meios para retornar à Terra. E é o que faz; porém promete aos ferrônios, os habitantes humanóides do sistema Vega, que voltará a fim de expulsar definitivamente os tópsidas. Mas outra razão o incita a regressar a Vega: quer descobrir, a qualquer preço, o grande segredo oculto em Ferrol — o segredo da vida eterna, guardado num cofre cujas paredes são feitas de... tempo.

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    Fabio Shiva23/02/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    NUNCA FOI TÃO FÁCIL DESMANTELAR UMA DITADURA REPTILIANA

    A série Perry Rhodan me fascinou durante o começo de minha adolescência, quando li (e colecionei com zelo) os primeiros duzentos e tantos episódios da saga. Durante a pandemia, tive a feliz ideia de revisitar esses livros tão queridos, junto com meu pai, que foi quem me apresentou a Perry Rhodan, presenteando-me com os exemplares que ele já possuía da série e depois comprando novos volumes, que na época eram vendidos quinzenalmente nas bancas de jornais. Pois bem, de 2021 para cá meu pai já leu mais de 500 (!!!) livros da série Perry Rhodan, enquanto eu... acabo de terminar, a custo, o volume 12, depois de meses enrolando para vencer essas poucas páginas. O que terá acontecido? É certo que não tenho como reviver hoje todo o entusiasmo que a saga galática de Perry Rhodan me suscitou, em meus 11 anos. Contudo quero continuar lendo, pois lembro muito bem de alguns momentos da série que desejo revisitar (e também por conta de um projeto que venho desenvolvendo com muito carinho). O volume anterior, “Mutantes em Ação”, foi o pior até aqui, e tem grande responsabilidade em ter diminuído o meu entusiasmo, por conta de elementos gritantemente xenofóbicos da narrativa, que meu eu leitor infantil não havia percebido, mas que chocaram seu alter ego atual. Felizmente, o volume 12 melhora bastante nesse quesito, tendo sido escrito por Clark Darlton, um dos principais autores da saga. Já de cara, temos essa passagem que me deu muito alívio ler: “— Seria facílimo para vocês arrasarem os invasores — disse ele, pensativo — porém eu não o recomendaria. Algumas naves escaparão, inevitavelmente, levando as novas do ocorrido até Topsid. E existem armas para se contrapor mesmo à mais bem armada espaçonave. Os tópsidas planejariam vingança, e algum dia voltariam com reforços. O mais indicado seria entrar num entendimento com eles. — Um tratado de paz com as lagartixas?! — reclamou Bell. — Por que não? As raças inteligentes do Universo possuem formas externas diversas, sem serem melhores ou piores por isso. Os arcônidas têm alianças com seres semelhantes a aranhas, e seus melhores amigos pertencem a uma raça que vive nos mares de um mundo aquático. Não, meu caro, a forma orgânica pouco importa; o que conta é o caráter.” E logo em seguida fiquei ainda mais satisfeito, ao reencontrar elementos filosóficos muito inspiradores (que permeiam toda a série), como o expresso nesses trechos: “O tempo da diferenciação racial passou; o homem só poderá aspirar à sucessão dos arcônidas quando se tornar terrano.” *** “— Talvez possamos chegar a um entendimento amistoso com eles. Crek-Orn parece ser um homem sensato. — Homem? — reclamou Bell, indignado. — Como tem coragem de dar a uma lagartixa o título de homem? — Você jamais aprenderá a raciocinar em termos galácticos — reprovou Rhodan, gravemente. — Que importa a aparência externa quando se trata de eliminar barreiras?” Apesar dessa nítida melhoria conceitual, contudo, não consegui me empolgar com a leitura. O motivo agora foi bem outro: é que a aventura me pareceu fácil demais e até injusta, com o exército de Mutantes de Perry Rhodan fazendo os tópsidas de lagarto e sapato... Acho que houve um certo exagero na concepção dos mutantes, talvez devido à força irresistível que essa ideia teve na época (lembrando que essas primeiras histórias foram escritas no começo da década de 1960, antes mesmo dos famosos X-Men da Marvel). A impressão que tive é que alguns personagens mutantes foram criados só para atender demandas específicas da trama, como nesse caso: “Tanaka Seiko é um detector natural. Pode captar ondas radiofônicas e interpretá-las, desde que tenham sido emitidas por seres inteligentes. Portanto poderá captar essas ondas radiofônicas cósmicas que dão origem à cúpula energética em torno da arca. Se conseguir desviá-las, teremos acesso livre aos documentos, que retornarão instantaneamente ao presente. Eis o princípio do problema todo.” Bom, o que importa é que terminei a leitura. Posso seguir adiante e encarar o volume 13 da saga: “A Fortaleza das Seis Luas”. “— Muitas vezes o paradoxal é que é o verdadeiro, quando se raciocina na quinta dimensão — observou Rhodan.” https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2025/02/nunca-foi-tao-facil-desmantelar-uma.html

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    Walter Ernsting

    Ao entrar no colegial (segundo grau) e após o começo da segunda guerra mundial Walter Ernsting foi convocado para o exército. Seu primeiro Posto foi na Noruega, mais tarde passou para a União Soviética, aonde foi capturado. Após sua liberação do cárcere, ele trabalhou em 1952 para as autoridades britânicas como um tradutor. Durante esta atividade entrou em contato com as revistas de ficção cientifica americanas. No ano de 1954 Ernsting trabalhou na editora Pabel, onde trabalhava na série Utopia como editor e tradutor. A ênfase dos livros era para autores da língua inglesa. Em 1981 Ernsting, que vivia na Baviera e Áustria, mudou-se para a Irlanda, retornou entretanto mais tarde por razões da saúde outra vez, e a fim viver na proximidade de seu filho em Salzburgo.

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    Walter Ernsting