"De linhagem macediana, O Coruja centra-se nos mesmos problemas da classe media oitocentista (casamento, mancebias, dinheiro, heranças, intrigas etc.), se bem que com mais largueza analítica. (...) O Coruja flutua entre o esteticismo com vistas ao entretenimento e o flagrante verídico da conjuntura finissecular." MASSAUD MOISÉS "Alcides Maia foi o único grande crítico a chamar a atenção para a alta importância de O Coruja, assinalando-lhe o valor não apenas no panorama da bibliografia de Aluísio, mas dentro do panorama geral de nossa literatura, ao afirmar que, na sua estranha personagem central, há uma criatura de arte que roça pelo símbolo e não tem rival na literatura brasileira." JOSUE MONTELLO "Estou certo de que nenhum outro romancista, como Aluísio Azevedo, se presta tanto como documento para os sociólogos e os historiadores que venham a estudar e definir a sociedade provinciana e metropolitana do Segundo Reinado." ALVARO LINS "Os seus romances sugerem até hoje a impressão de "cheios de vida"; e o mérito de ter descoberto a vida baixa da capital brasileira dá valor permanente a romances que já se transformaram em documentos da sociologia brasileira."




