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    A Fúria do Assassino (Saga do Assassino #3) -

    Robin Hobb

    Leya
    2014
    832 páginas
    1d 3h 44m
    ISBN-13: 9788544101063
    Português Brasileiro
    4.2
    1700 avaliações
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    Favoritos265Desejados2655Avaliaram1700

    Rei Sagaz foi morto pelas mãos de seu filho Majestoso. E Fitz também está morto ou assim acreditam tanto seus oponentes como seus amigos. Mas com a ajuda de seus aliados e a magia dos animais, ele emerge da sepultura, profundamente marcado no corpo e na alma. O reino também oscila em direção à ruína e somente o retorno de Veracidade ou o nascimento do sucessor que a Princesa Kettricken espera pode salvar os Seis Ducados. Mas Fitz não vai esperar. Impulsionado pela perda e por amargas lembranças, ele iniciará uma missão extrema: matar Majestoso. A viagem irá lançá-lo em águas profundas, enquanto desvenda correntes selvagens de magia dentro de si cursos que irão afogá-lo ou torná-lo maior do que ele era. Robin Hobb conclui a trilogia Saga do assassino com um grande romance de formação. Mas todo o encanto neste mundo de faz de conta não consegue encobrir o ensinamento agridoce da história: o de que a busca pela verdade exige um preço e a solidão que só alguns podem ou irão pagar.

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    Vitória  picture
    Vitória 13/05/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    "Algum dia, seremos apenas você e eu. Vamos caçar, comer e dormir. E você vai se curar."

    "A fúria do assassino" da autora Robin Hobb é uma excelente conclusão da primeira trilogia da "Saga do Assassino" e com isso, Robin mostra que é possível sim mulheres escreverem fantasias épicas de forma impecável. Desde o início, toda a dinâmica que se passa nessa trilogia me cativou muito, principalmente o esquema de magia, algo que nunca tinha visto em outros livros do gênero. Mas ao finalizar todo os três livros, acredito que o que mais gostei, e em específico nesse último volume, foi o desenvolvimento de personagens, e quando me refiro a personagens, incluo todos eles, todos tiveram sua importância e relevância na história, até os animais que passaram durante esses três volumes. Se tiver que escolher um desenvolvimento que mais me chamou atenção, com certeza é o do personagem principal da história, o Fitz, foi muito satisfatório poder ver todo o seu crescimento e evolução. Nesse livro em específico, o título é algo que realmente se conecta com o que acontece durante todo o livro. É basicamente, o Fitz, com "sangue nos olhos", se colocando em primeiro lugar, dando importância a seus sentimentos, suas ações, pois por anos ele nunca tinha conseguido realizar as coisas que ele gostaria de fazer, e quando ele se deparada com esse pensamento, e parando para analisar toda a sua vida, é como se fosse um grito no meio do penhasco, um grupo de liberdade. Então isso para mim foi muito especial e o ponto chave de foda a história, o Fitz tomando o rumo de sua própria vida, dando importância para o que ele deseja. Também temos outros personagens vivendo turbulência em suas vidas e missões, Verity ainda desaparecido, Bobo e Kettricken ainda seguem ambos desaparecidos, os Navios Vermelhos continuam com força total na costa do Seis Ducados, Burrich e Chade tentam a todo custo salvar Fitz de si mesmo, já que sua ligação com Olhos-da-Noite segue intensa. A dinâmica tanto dos personagens, aqueles que seguem desaparecidos, deixa a história com um gostinho de quero mais. Também temos o Fitz perdendo sua humanidade pois passa muito tempo ligado ao lobo, então toda essa dinâmica de tentar resgatar sua parte humana é bem interessante. Outro ponto muito positivo, foi toda a ambientação do livro, a maior parte dele se passa na floresta, e isso dá um toque a mais na história, algo mais misterioso, mais fácil de se imaginar. Achei esse livro mais denso que os outros, mas isso acredito que tenha acontecido com os outros dois também, até pela Robin Hobb escrever capítulos muito longos, alguns nem diálogos possuem, e no último livro por ser um calhamaço, acredito que tenha ficado mais nítido isso, mas não que seja uma crítica negativa. É um livro onde os sentimentos dos personagens estão mais aflorados, é mais fácil de você compreender o que se passa na história, então isso também contribuiu para o livro se tornar denso. É um final digno para essa trilogia, um final devastador, um final que facilmente nos deixa com olhos marejados, mas que parando para analisar, não poderia ter dito outro caminho. Robin Hobb brilhantemente escreveu essa trilogia, e torço fortemente para que outros livros dela venham para o Brasil, uma autora que por ser mulher, é minoria em seu gênero, mas que mostra que pode sim se tornar tão relevante quantos outros autores masculinos. "A fúria do assassino" definitivamente se tornou meu livro favorito entre os três dessa trilogia "A saga do assassino". Uma trilogia épica, fantástica, de arrepiar e principalmente, de se emocionar e que se torna algo melancólico. No final de tudo, Fitz era só um humano, com sentimentos humanos. • SPOILERS | Quotes, Notes & Highlights • "— Talvez porque eu nunca tenha tido a chance de tomar minhas próprias decisões. Talvez porque eu tenha sido o “garoto” de todo mundo por muito tempo. O cavalariço de Burrich, o seu aprendiz de assassino, o animal de estimação de Verity, o pajem de Patience. Quando cheguei a ser meu, para mim?" "O Talento é a magia tradicional da realeza Farseer. Embora pareça ser mais forte nas linhagens reais, não é tão raro descobri- lo em uma força menor naqueles distantemente relacionados à linhagem Farseer, ou naqueles cuja ascendência inclui tanto ilhéus quanto o povo dos Seis Ducados. É uma magia da mente, que dá ao praticante o poder de se comunicar silenciosamente com aqueles que estão distantes. Suas possibilidades são muitas; em sua forma mais simples, pode ser usado para transmitir mensagens, para influenciar os pensamentos de inimigos (ou amigos) para incliná-los aos propósitos de alguém. Suas desvantagens são duplas: requer muita energia manejá-lo diariamente e oferece a seus praticantes uma atração que tem sido erroneamente chamada de prazer. É mais algo eufórico, que aumenta em poder proporcionalmente à força e duração do Talento. Pode atrair o praticante para um vício no Talento, que eventualmente suga toda a força mental e física, para transformar o mago em um grande bebê babão." "O que é a Manha? Alguns diriam que é uma perversão, uma indulgência distorcida do espírito pela qual os homens obtêm conhecimento da vida e da língua dos animais, para eventualmente se tornarem pouco mais que animais eles próprios. Meu estudo dela e de seus praticantes me levou a uma conclusão diferente, no entanto. A Manha parece ser uma forma de ligação mental, geralmente com determinado animal, que abre caminho para a compreensão dos pensamentos e sentimentos daquele animal. Não dá, como alguns afirmaram, aos homens as línguas dos pássaros e dos animais. Um Manhoso tem consciência da vida em todo o seu amplo espectro, incluindo humanos e até mesmo algumas das árvores mais poderosas e antigas. Mas um Manhoso não pode “conversar” aleatoriamente com um animal qualquer. Ele pode sentir a presença próxima de um animal e talvez saber se o animal é cauteloso, hostil ou curioso. Mas a Manha não lhe dá comando sobre os animais da terra e os pássaros do céu, como alguns contos fantasiosos nos querem fazer acreditar. O que a Manha pode ser é a aceitação de um homem da natureza animal dentro de si e, portanto, uma consciência do elemento da humanidade que todo animal carrega dentro de si também. A lendária lealdade que um animal afeiçoado sente por seu Manhoso não é a mesma que um animal leal dá a seu mestre. É na verdade um reflexo da lealdade que o Manhoso jurou ao seu companheiro animal, de igual para igual." "Estou com você, meu irmão, Olhos-de-Noite me assegurou. Estou feliz que esteja. Rolei para o lado e tentei encontrar o sono." "— Você sabe o que tem nessa carroça, Tom? Livros. Pergaminhos e escritos. Alguns que coleciono há anos. Eu os reuni em muitas terras, aprendi a ler muitas línguas e caligrafias. Em muitos lugares, encontrei menções repetidas vezes aos Profetas Brancos. Eles aparecem nas junções da história e a moldam. Alguns dizem que vêm para colocar a história em seu curso adequado. Há quem acredite, Tom, que todo o tempo é um círculo. Toda a história é uma grande roda girando inexoravelmente. Assim como as estações vêm e vão, assim como a lua se move infinitamente em seu ciclo, o mesmo acontece com o tempo. As mesmas guerras são travadas, as mesmas pragas descem, o mesmo povo, bom ou mau, sobe ao poder. A humanidade está presa nessa roda, condenada infinitamente a repetir os erros que já cometeu. A menos que alguém venha para mudá- la. Bem ao sul, existe uma terra onde eles acreditam que, para cada geração, em algum lugar do mundo, existe um Profeta Branco. Ele ou ela vem, e se o que é ensinado for atendido, o ciclo do tempo se moverá para um curso melhor. Se for ignorado, todo o tempo será empurrado para um caminho mais sombrio." "— Não o fim do mundo, Tom. O fim do tempo. Para libertar a humanidade do tempo. Pois o tempo é o grande escravizador de todos nós. Tempo que nos envelhece, tempo que nos limita. Pense em quantas vezes você desejou ter mais tempo para alguma coisa, ou desejou poder voltar um dia e fazer algo diferente. Quando a humanidade se libertar do tempo, velhos erros poderão ser corrigidos antes de serem cometidos." "— Você me parece muito livre. — Pareço? Para mim, parece que cada passo que dou me leva a um atoleiro cada vez mais profundo, e quanto mais luto, mais firmemente me enterro." "— Olhe ao seu redor. Aqui estou eu, dormindo na palha e cantando em troca do jantar, apostando que eventualmente haverá uma maneira de atravessar este rio e seguir para as Montanhas. E se eu passar por tudo isso, terei alcançado meu objetivo? Não. Ainda devo ficar atrás de você até que faça algo digno de uma canção." "— Então eu devo seguir você. Pois grandes eventos parecem acontecer em seu rastro. — Grandes eventos? — zombei. Ela se aproximou mais. — Grandes eventos. A abdicação do trono pelo príncipe Chivalry. O triunfo contra os Navios Vermelhos na Ilha Galhada. Não foi você quem salvou a rainha Kettricken dos Forjados na noite em que ela foi atacada, logo antes da Caçada da rainha Raposa? Essa sim é uma canção que eu gostaria de ter escrito. Para não falar de precipitar os tumultos na noite da coroação do príncipe Regal. Vamos ver. Ressuscitar dos mortos, atentar contra a vida de Regal dentro do Palácio de Vaudefeira e depois escapar ileso. Matar meia dúzia de seus guardas sozinho enquanto algemado… Tive a sensação de que deveria ter seguido você naquele dia. Mas eu diria que tenho uma boa chance de testemunhar algo digno de nota se eu me agarrar a sua camisa de agora em diante." "— Não se culpe — ela me disse. — Aprendi há muito tempo a não me culpar pelo mal que me fazem. Não foi minha culpa. Nem sua culpa. Você foi apenas o catalisador que iniciou a cadeia de eventos." "Quando meu rei morreu, como eu sabia que aconteceria, havia um herdeiro na linhagem dos Farseer, e FitzChivalry ainda vivia, o Catalisador que mudaria todas as coisas para que um herdeiro ascendesse ao trono." "— Se o destino é uma grande onda que vai me erguer e me jogar contra uma parede, não importa o que eu escolha, ora, então escolho não fazer nada. Deixe-o fazer comigo o que quiser." "— O Talento é tanto uma maldição quanto um dom. Ou assim tem sido para mim. Mesmo que fosse algo que eu pudesse lhe dar de presente, minha senhora, não sei se isso seria algo que alguém faria a um amigo." "— Você não pode ceder a isso. Tem que ser forte. — Estou cansado demais para ser forte." "— Eu só queria — falei baixinho — poder simplesmente dormir um pouco. Sozinho em minha mente, sonhando meus próprios sonhos, sem temer para onde irei ou quem pode me atacar. Sem temer que a fome do Talento me vença. Apenas sono simples — falei diretamente com ela, sabendo agora que ela entendia bem o que eu queria dizer." "O medo pode ser um estímulo poderoso para a mente." "Tenho que parar de agir como se houvesse um amanhã em que eu possa consertar as coisas. Tudo tem que ser feito agora, imediatamente, sem preocupação com o amanhã. Nenhuma crença no amanhã. Nenhum medo do amanhã." "— Eu temo minha morte — admiti. — Mas temê-la não a impedirá." "— E o que você teme? — pressionou o Bobo. Era uma pergunta que eu vinha afastando de mim mesmo. — O que eu temo? O pior, é claro." "(...) você já deu demais para um rei que lhe devolveu apenas dor e sofrimento." "Vida. Agora. Agora era toda a vida que eu tinha, todo o tempo de que eu poderia realmente abrir mão." "A verdade costuma ser muito maior que os fatos." "Algum dia, seremos apenas você e eu. Vamos caçar, comer e dormir. E você vai se curar. Que nós dois vivamos para ver isso, concordei sinceramente." "Pare de pensar, só por um tempo." "Sua caça é a minha caça, ele apontou, muito sério. Isso é bando." "O Talento era um rio que corria à minha volta, um rio que nesse lugar estava sempre cheio. Encher-me dele era tão fácil quanto respirar."

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    Margaret Astrid Lindholm Ogden

    ROBIN HOBB é escritora de fantasia, mais conhecida pela trilogia A Saga do Assassino. Suas obras já foram traduzidas para mais de vinte países e ganharam vários prêmios ao redor do mundo. Atualmente, ela vive em Tacoma, Washington.

    43 Livros
    416 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Margaret Astrid Lindholm Ogden