Tomo conta do mundo - Conficções de uma psicanalista

    Diana Corso

    Arquipelago
    2014
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788560171620
    Português Brasileiro

    Tomo conta do mundo oferece uma viagem pelas sutilezas do comportamento humano. As crônicas da psicanalista Diana Corso misturam a contemplação do cotidiano com a investigação do inconsciente, falando sobre as novas configurações familiares, a gincana do sexo, a miragem do corpo perfeito, as cicatrizes da idade, os animais que nos estimam, o encanto selvagem das metrópoles. O conjunto é atravessado por uma obsessão da autora: o tema da feminilidade. No ensaio Sem medo de Virginia Woolf, escrito especialmente para este livro, as personagens da escritora inglesa nos conduzem pela longa busca das mulheres por um lugar para si no mundo.

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    Maria Eduarda Souza picture
    Maria Eduarda Souza09/08/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Este livro traz um compilado de crônicas escritas pela psicanalista Diana Corso ao longo de sua jornada, abordando aspectos do cotidiano de forma breve e delicada. Tem como suprassumo temático a feminilidade e com ela, as diversas nuances que atravessam o ser mulher dentro de uma perspectiva psicológica e sócio-cultural. Como contém na primeira capa, são textos de verdades pessoais (da autora) e alheias (de seus familiares, amigos, pacientes). Um livro fluído, de fácil compreensão e de rápida leitura. Confesso que me deparei com uma simplicidade que não esperava, por se tratar de uma autora que já tive contato na graduação, pensei que o livro fosse abordar mais sobre as questões psicanalíticas encontradas na clínica. Mesmo com a expectativa “frustrada”, sinto que foi de grande valia pela oportunidade de me deparar com outro ser, ainda que idealizado, com construções e reflexões que também produzo no dia a dia, sem grandes aspectos teóricos, acadêmicos e institucionais implicados, mas sim, a pura palavra construída pela memória e pela comoção. “Se tivesse que elaborar uma lista de providências essenciais antes de partir, seria composta de pessoas de quem não quero me distanciar. Minha prioridade são as marcas deixadas nos outros. Prefiro imaginar que minha presença alterou em alguma dimensão àqueles com quem tive o privilégio de conviver. Mais do que obras ou lugares, gostaria de não perder a oportunidade de perceber minhas gentes, temo passar por elas apressada e distraída. Centenas de bons encontros são o que acima de tudo quero fazer antes de morrer.”

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