Ignatius Perrish spent the night drunk and doing terrible things. He woke up the next morning with a thunderous hangover, a raging headache . . . and a pair of horns growing from his temples.At first Ig thought the horns were a hallucination, the product of a mind damaged by rage and grief. He had spent the last year in a lonely, private purgatory, following the death of his beloved, Merrin Williams, who was raped and murdered under inexplicable circumstances. A mental breakdown would have been the most natural thing in the world. But there was nothing natural about the horns, which were all too real.Once the righteous Ig had enjoyed the life of the blessed: born into privilege, the second son of a renowned musician and younger brother of a rising late-night TV star, he had security, wealth, and a place in his community. Ig had it all, and morehe had Merrin and a love founded on shared daydreams, mutual daring, and unlikely midsummer magic.But Merrin's death damned all that. The only suspect in the crime, Ig was never charged or tried. And he was never cleared. In the court of public opinion in Gideon, New Hampshire, Ig is and always will be guilty because his rich and connected parents pulled strings to make the investigation go away. Nothing Ig can do, nothing he can say, matters. Everyone, it seems, including God, has abandoned him. Everyone, that is, but the devil inside.
Horns -
Joe Hill
Horns (Joe Hill)
Chegando pela Sextante agora no fim de outubro como O Pacto (título escolhido pelo público), Horns de Joe Hill não deixa de ser boa diversão. O problema principal é que a associação Joe Hill – filho – Stephen King – pai é quase inevitável, e aí do filho do “Mestre do Horror” você espera horror também, certo? Mas Horns não é exatamente uma história do horror, tende mais para o fantástico. O mote é excelente: sujeito acorda depois de uma bebedeira com um par de chifres na testa. Literalmente. Essa primeira parte do livro me conquistou completamente, porque enquanto o protagonista (Ignatius Perrish) começa a ter contato com as pessoas, a reação delas para os chifres é simplesmente genial: não chegam a notá-lo, e ainda por cima começam a confessar para ele seus maiores segredos. O horror dessa primeira parte é justamente a “verdade”, que é jogada sobre Ig sem que ele peça. Saber o que as pessoas realmente pensam de você, o que andaram fazendo, etc. e ter que lidar com isso – o tom predominante do que acontece com Ig é de puro pesadelo, naquele sentido do absurdo mesmo. Uma das consequências dessa situação é um certo humor negro, que aparece entre uma confissão e outra. O enredo, porém, é dividido em dois fatos: sim, queremos saber como a personagem ganhou aquele par de chifres e os “poderes” demoníacos que começam a se manifestar. Mas ao mesmo tempo queremos entender o que aconteceu no passado dessa personagem que levou as pessoas a sentirem o que sente por ele. O problema é que a segunda parte do livro, que mostra um pouco do passado de Ig, funciona um pouco como anticlímax. Ele está a beira da loucura quando somos levados ao momento em que ele conheceu a namorada – e é uma parte um tanto longa e desnecessária, no final das contas. Porém, passado esse momento, a narrativa volta ao fôlego inicial, atiçando novamente a curiosidade do leitor. Um dos “poderes” que Ig descobre ter é o de tocar nas pessoas e ver o passado delas. Isso acaba gerando um recurso interessante: vamos conhecendo a namorada de Ig através de olhares variados, que funcionam como peça de um quebra-cabeça da personalidade dela. Confesso que alguns momentos eu achei até bastante tocantes, até por causa da forma como a personagem é desenvolvida. Mas aí é que está: apesar do toque fantástico da história (bem, ele se transforma em um demônio, certo?), ainda assim eu acho que o tom principal aqui é o drama. Mais para frente temos outra guinada, o que acho natural em um livro mais longo. Aqui a comparação com o pai volta a ser inevitável, difícil não lembrar da famosa prolixidade de Stephen King. Joe Hill, que chegou com um romance mais curto em A Estrada da Noite, agora aumenta a história, dando mais complexidade ao que conta. Mas também diminuindo a dose do horror que se esperaria de uma trama como essa.
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