A Luz da Estrela Morta foi publicado pela primeira vez em 1948. Saudado como revelação literária do ano, esgotou-se imediatamente. Reeditado em 1972, apareceu com texto corrigido e diminuído. A presente edição, que Josué Montello considera definitiva, sai também completamente refundida. Em 1948, ao tomar conhecimento do livro, assim se expressou o grande crítico Otto Maria Carpeaux: "É uma romance filosófico: o tema é a mais inelutável das experiências humanas, a irreversibilidade do tempo. Mas o romancista não ficou no plano da abstração. Apresentou um caso concreto, até caso patológico de perturbação dum espírito pelo tempo que se lhe impõe objetivado. Contudo, não é um 'caso' e sim uma experiência geral do gênero humano que o romance nos inculca; e isso o autor o conseguiu mediante processo novo de narração, cuja arte se aproxima, aí, do virtuosismo. A leitura, quase alucinante, dessa obra é em si mesma uma grande experiência que se agradece profundamente ao romancista."
