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    A História da Arte -

    E. H. Gombrich

    LTC
    2000
    714 páginas
    23h 48m
    ISBN-13: 9788521611851
    Português Brasileiro
    4.6
    1550 avaliações
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    Favoritos313Desejados3600Avaliaram1550

    A História da Arte é um dos mais famosos e populares livros sobre arte já publicados. Durante 45 anos, permaneceu incomparável como uma introdução a todo o assunto, das mais antigas pinturas em cavernas à arte experimental de hoje. Leitores de todos os tempos e das mais diversas origens encontram em Ernst Gombrich um verdadeiro mestre, que combina o conhecimento e a sabedoria a um talento excepcional para comunicar seu profundo amor pelas obras de arte que descreve. A História da Arte deve sua duradoura popularidade à objetividade e simplicidade do texto, sem mencionar a habilidade do autor para apresentar uma narrativa fluente. Ele descreve como sendo seu objetivo trazer alguma ordem compreensível à riqueza de nomes, períodos e estilos que preenchem as páginas com as obras mais ambiciosas. Além disso, Gombrich usa sua percepção da psicologia das artes visuais para nos fazer ver a história da arte como uma tela contínua e uma mudança de tradições, em que cada obra reflete o passado e aponta para o futuro. Trata-se de uma corrente viva, que ainda liga o nosso tempo à era das Pirâmides. Em novo formato, a 16ª edição desta obra clássica mantém o progresso triunfante rumo às novas gerações, permanecendo como primeira opção e referência para os iniciantes no mundo da Arte. Entre as dezenas de estudiosos que se lançaram à aventura de contar a História da Arte, o austríaco Ernst Gombrich é o único que o fez sem deixar-se contaminar pelos entediantes impasses teóricos e conceituais que dominam as discussões sobre a produção artística desde 1950.

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    Ricardo Figueiredo picture
    Ricardo Figueiredo19/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma missão que dei a mim mesmo

    Um pouco mais de 1070 paginas, todas fichadas. Uma investigação que começou com "As Grandes Civilizações Desaparecidas", cruzou a "Estética A Ideia e o Ideal" e "O Belo Artístico ou O Ideal" de G. W. Friedrich Hegel, perpassou pela Grande Feira e teve seu auge na Historia da Arte de Ernst Hans Gombrich. Sou suspeito para inferir que comecei a minha investigação isento de todo pesamento a respeito da arte. Minha investigação partiu de uma premissa pré-concebida: "Onde Começou a Exaltação dos Fracassados?". acreditava, desde tenro tempo, que a fotografia era responsável por um movimento que teria levado aos artistas contemporâneos da fotografia a abraçarem um movimento artístico qual a fotografia seria incapaz de reproduzi. Isso, levando em consideração que a Arte, até então, era voltada para o aperfeiçoamento da técnica de reproduzir o que se ver. Estava atrasadamente errado. A Exaltação dos Fracassados terá inicio logo após a criação da Academia de Arte. Uma academia que surge em todo funamento platônico. O saber, até então conseguido, era condensado e partilhado promovendo assim uma cascata de proliferação artística. Artista empenhado em superar os Mestre antigos. Tomando nota de tudo e experimentando sombras e luzes das mais diversas formas aprofundando ainda mais ou recuando um pouco menos a perspectiva. Porem, todos nós conhecemos alguém que teve um sonho frustado, ou falido. Logo irão surgir discentes que não irão conseguir alcançar as técnicas dos Mestres. frustados, muitos desistem de seguir por caminho tão tênue e árduo.. Mas uma criança frustada, as vezes, escolhe abraçar o sonho de não desistir do seu sonho. E numa utopia de estase resolve se tornar Deus In Sumo Artístico. Com o pouco poder que me é proferido como ser humano, aos que me dão credito por algum motivo. Aos que possam algum dia dar crédito ao que digo, eu nomeio Gustave Courbet como O Primeiro Fracassado! Coubert não conseguiu alcançar o que a Academia exigia como o mínimo necessário. Porem, não desistiu de seu sonho e começou a atacar a metodologia artística de sua época. Fracassado, teve a ideia de reunir um grupo (de fracassados). Os poucos que o ouviam foram convencidos de seguir a vertente de seu Realismo. Coubert passsou a crer que era o Juiz de si. Se ninguém apreciava sua arte, era poque não a compreendiam. Se não a compreendiam, eram tolos. Ele, audaciosamente, infere que sua arte é uma Arte para poucos (qualquer semelhança com movimentos filosóficos marqueteiro não é mera coincidência). A arte de Coubert é arte pelo simples critério de "Ele dizer que É", eis o pai do Realismo. Realismo este que irá semear uma semente deverá perigosa. Mais tarde o broto irá desabrochar na forma de novos fracassados que irão fundar o impressionismo, cubismo e o dadaísmo. Todos fracassados. Que nunca alcançaram os Mestres antigos E PIOR! Que tiveram o azar de dividir sua existência justamente entre à época das incríveis descobertas arqueológicas de Heinrich Schliemann (Tróia - Micenas), Howard Carter (Egito - Tatakamon), John Stephens (America do Sul - Maias), Matthew Stirling (México - cabeça Olmec) Zhao Kangmin e (China - Exército de Pedra), para citar algumas. Não gostaria de estar na pele desses "pretensiosos" artistas. Qual a sensação de se achar inovador e descobrir tempo depois que foi superado pelo passado? Devido a isso, já hoje, na verdade, nem sei se devíamos chamar de Academia os polos institucionais artísticos se considerarmos o cerne pelo qual tal palavra remete ao exercício do saber proferido por Platão. O foto que ninguém quer e/ou não tem coragem de assumir é que na época que os impressionistas foram criticados havia uma honra a preservar. Mas tarde, como o próprio artista passou a mergulhar em coquetéis de alucinógenos para encontrar o além da arte, também aproveitou da sua imersão surreal para se auto declarar crítico de arte. O artista, então, passou a desempenhar o papel de Deus. criador e crítico de si mesmo. Ele fazia e ele dizia o que era arte. Um nicho foi criado reunindo estes fracassados. Com o tempo conseguiram, estes alunos falidos, se tornarem docentes. Logo trataram de fazer com quê a arte impressionista, bem ajuizada anteriormente, alcançasse o "devido" reconhecimento. Era o inicio da Revolução do Fracasso. A Arte, que durante toda história da humanidade serviu para alcançar o publico. Uma espécie de Alteridade plastica cujo o Outro era a sua razão de existir. Passou a ser uma expressão de si para si. Um nível de subjetividade que beira o totalitarismo. Um jogo argumentativo perigoso que vem semeando a desordem lógica durante gerações. Não é atoa que filmes como "O Poço" (Netflix) vem sendo tao mal compreendido. Fruto dessa alucinação argumentativa que despreza o Outro e eleva o Eu, a ideologia "fracassionista" faz com quê críticos de rede social exaltem que o longa é a maior crítica feita ao sistema capitalista até hoje. Quando na verdade o longa apresenta verdades indubitáveis sobre o problema: 1- O sistema capitalista é uma especie de patrono (você resolve ou não optar por fazer parte dele); 2- Do individuo não ser capaz de se responsabilizar pelos seus atos (se todos comessem o que escolheram não passariam fome); 3- Por não ser capaz de assumir a responsabilidade que tem para consigo, ao resolver revolucionar o sistema, entregue ao sentimento de revolução, é necessário exterminar todos que não concordam com sua ideologia. Ou seja: é necessário destruir todos que são contra sua narrativa. Gombrich talvez não tenha percebido. Mas durante esta leitura senti que ele tem culpa no cartório. Se hoje a busca do "artistocomercialismo" é em prol do novo excessivo. Se hoje, críticos parecem lobos famintos em busca de uma nova horrenda forma de retratar a sociedade para exaltá-la antes de quaisquer outro que "Isso sim é Arte" - A culpa é dele!

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    Ernst Hans Josef Gombrich

    Nasceu em Viena, ainda na época do Império Austro-Húngaro, numa família de origem judaica, que fazia parte de um sofisticado meio social e musical. Seu pai era advogado e colega de escola de Hugo von Hofmannsthal; sua mãe era pianista, aluna de Anton Bruckner (ela também conheceu Schoenberg, Mahler e Brahms). Rudolf Serkin era amigo da família. Gombrich foi educado na Escola Secundária Theresianum em Viena, e Universidade de Viena antes de ir à Grã-Bretanha em 1936 onde tornou-se assistente de pesquisa no Instituto Warburg. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou no serviço mundial da BBC, monitorando emissões de rádio alemãs. Quando em 1945 uma notícia foi antecedida por uma sinfonia de Bruckner escrita em homenagem à morte de Richard Wagner, Gombrich supôs corretamente que Hitler havia morrido, e reportou imediatamente a notícia a Churchill. Retornou ao Instituto Warburg em novembro de 1945, onde foi nomeado Research Fellow Sênior (1946), Lecturer (1948), Reader (1954), e finalmente professor de história da tradição clássica, e diretor do Instituto (de 1959 até 1972). Foi eleito Fellow da British Academy em 1960, feito Membro do Império Britânico em 1966, cavaleiro em 1972, e membro da Ordem do Mérito em 1988. Foi agraciado com muitas outras honrarias.

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    Viena, Áustria

    Ernst Hans Josef Gombrich