Jack Rumble, o irmão de Anna, vem ao Brasil para ver como a irmã está e, fazendo jus ao título da edição, ajustar as contas de homem para homem com Genesinho, que não quer assumir a paternidade do filho que Anna espera sem que ela faça um teste de DNA.
Depois de muitas leituras nós ficamos calejados e aceitamos comprar a ideia de determinadas aventuras como forma de vermos, dentro de determinado padrão, o seu desenvolvimento. Mas isso não significa que estejamos felizes com o resultado, como é o meu caso em relação a esse arco vai-e-volta. Tudo bem que existe toda uma questão moral em Anna não querer fazer o teste de DNA, mas
o que custa? Ela faria, provaria que o bebê é realmente de Genesinho e
pimba! Acabou o problema e a frescura do playboy mimado.
A outra questão é o fato de Anna ter um irmão 16X16, um soldado de elite, que de alguma forma só agora (podemos assumir que se passaram dois meses desde a chegada dela ao Brasil, certo?) veio saber o que estava acontecendo. Não cola, não funciona bem. Mas se toparmos aceitar, o restante até que se encaixa de maneira razoável.
Não há brilhantismo algum neste mangá, mas o roteiro não é mal escrito. Existem muitos momentos insossos, destacando-se a caça do gato ao rato (lembrem-se de A Briga do Chico com a Rosinha e vejam que temos exatamente a mesma estrutura narrativa) feita por Jack a Genesinho, mas a história é, na medida do possível, fiel ao seu mundo. Não existem desprezíveis absurdos sobrenaturais (Perdidos no Pantanal) ou vergonhosas investidas em gêneros consagrados (Mundos em Conflito).
Conflitos humanos, amizade, brigas, maldade e bondade são vistos no decorrer da história, sentimentos e comportamentos comuns a qualquer núcleo narrativo com o propósito da revista Chico Bento Moço. Não é nada original e não se constrói sem tropeços, mas no fim das contas, funciona e acaba agradando.