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    L'amour -

    Marguerite Duras

    Gallimard
    2014
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-13: 9782070385539
    3.6
    4 avaliações
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    Favoritos1Desejados9Avaliaram4

    "Elle ouvre les yeux. Elle le voit, elle le regarde. Il se rapproche d'elle. Il s'arrête. Il demande: -Qu'est-ce que vous faites là... il va faire nuit. Elle fit qu'elle regarde: -Je regarde. Elle montre devant elle la mer, la plage, la ville blanche derrière la plage, et l'homme, qui marche le long de la mer. Elle dit: -Ici c'est S. Thala jusqu'à la rivière. Et après la rivière c'est encore S. Thala."

    Resenhas (2)Ver mais
    Mario Alberto Cosa Miranda picture
    Mario Alberto Cosa Miranda18/04/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lucidez, ou sua falta?

    Marguerite Duras, escritora Francesa de origem Vietnamita, foi uma expoente da literatura europeia do Século XX. Tendo escrito mais de 40 livros, notabilizou-se também como Roteirista e Diretora de Cinema. Sua principal obra, O Amante, seria vencedor do Prêmio Goncourt de 1984. O Amor, publicado em 1971, é uma obra relativamente curta - 131 Páginas - onde três personagens – Uma mulher, um visitante, um homem que caminha pela praia – sem nenhum deles ser nomeado. O Livro inteiro é nebuloso - inclusive o próprio local onde se desenrola a narrativa, S. Thala, é apresentado de maneira distante -, sem exatamente um enredo que ligue a narrativa, com personagens pouco (Ou nada!) lúcidos. O mais interessante da obra é como Duras consegue focar todo um desenvolvimento literário sem movimento, sem efetivamente um enredo ou um fato gerador, porém tão somente nos sentimentos/perspectivas/relações dos personagens. Um livro que imediatamente me veio à mente quando li “O Amor” foi “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, uma obra que também desenvolve sua narrativa sob a ótica de diversos personagens que, em determinados momentos, também apresentam pouca lucidez. Para àqueles que buscam um primeiro contato literário em Francês, não é de sobremaneira uma obra complexa a ser lida. Acredito que um Nível A2 ou B1 - no máximo - seja suficiente para a sua plena compreensão. Gramaticalmente simples, com verbos conjugados frequentemente no Presente ou Passé Composé.

    1 curtida

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    3.6 / 4
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    Marguerite Duras profile picture

    Marguerite Duras

    Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do pai , em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950). O seu pai morreu quando tinha quatro anos de idade, e a sua mãe, uma professora, lutou arduamente para criar três filhos sozinha. Durante a adolescência, Marguerite Duras teve um caso com um homem chinês rico e retorna mais tarde a este período nos seus livros (nomeadamente O Amante e O Amante da China do Norte). Aos 17 anos viajou para França, onde estudou Direito e Ciência Política no Sorbonne, formando-se em 1935. Durante a II Guerra Mundial, marguerite Duras tomou parte da da Resistência Francesa, filiando-se também no partido comunista. Duras publica os seu primeiros livros em 1943 e 1944, Os Imprudentes e A Vida Tranquila, respectivamente. A partir de 1959 começa também a escrever argumentos para o cinema, dos quais Hiroshima meu amor é sem dúvida o mais conhecido e marcante. Em 1950, com Uma barrangem conhtra o Pacífico, Duras esteve muito próxima de ganhar o Prémio Goncourt. É no entanto apenas 30 anos depois que a injustiça lhe é reparada, ganhando o prémio por unanimidade com o romance O Amante. É uma autora muito fértil, com uma obra literária vastíssima, desde os romances aos argumentos cinematográficos. Afirma-se sempre com um estilo de beleza inconfundível, num tom duro e denso, por vezes até um pouco inacessível, mas sempre numa expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e misérias da vida. Marguerite Duras é por excelência uma escritora da condição humana, mas contudo não procura utilizar a escrita como forma de redenção e/ou salvação; antes, a escrita é uma exigência urgente, um valor supremo em que reside, uma vontade bruta de falar de si. As suas obras estão repletas de descrições belíssimas e soberbamente envolvidas na ambiência exótica da paisagem oriental, não sem deixarem reconhecer uma intensidade angustiada e desesperada, oriunda de uma constante luta da autora com as questões do amor e da morte. Durante a década de 1980, Marguerite Duras apaixona-se por Yann Andréa Steinner, um homem 38 anos mais novo. Duras viverá com Yann até à sua morte em 1996, mas não sem antes atravessar um duro período em que permaneceu junto do seu marida Robert Antelme, depois de este ter sobrevivido milagrosamente a uma captura pela Gestapo. Este período serviu de base para uma colecção de histórias curtas, intitulada A Dor (de 1985), um grito literário sobre a pressão sob que viveu.

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    Marguerite Duras