Os Cantos de Maldoror -

    Lautréamont

    Max Limonad
    1986
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Maldoror/Lautréamont/Ducasse é o maldito dos malditos... O poeta, se alguém de fato merece este título. Escritos que fogem até mesmo ao anormal. Loucura, razão extremada nas profundezas da inconsciência, abismos... Não há como passar por estes seis cantos, poesia em prosa, banhados em "As Flores do Mal", sem ser arremessado ao mais negro do ser humano. Nessas linhas à maldade, o ódio ao semelhante e ao seu Criador brota como semente fértil num delírio sob o sol. Desesperança... Reza a lenda que Ducasse alternava seus escritos com o piano, vinho e tabaco. Sua influência é vista em J. K. Huysmans, Leon Bloy e Anatole France. Pai supremo dos surrealistas. Anunciador profético da verve maldita da cultura francesa do século XX ( André Bréton, Blaise Cendrars, Antonin Artaud, Georges Bataille, Jean Cocteau, Jean Genet...). Buñel narra que os surrealistas atacaram e destruíram um Bulevar nos anos 30 porque o seu dono resolveu batizá-lo de "Os Cantos de Maldoror", relacionando a "figura resplandecente de luz negra" (citação de André Breton) aos mortais e suas medíocres necessidades... Seus escritos retornam ao nosso mundo, no inicio do século XX, atráves de nomes como: Octávio Paz, Georges Bataille e André Breton (autor do Manifesto Surrealista). No Brasil, sua introdução deve-se ao escritor Cláudio Willer, lançando, em 1970, a primeira edição tupiniquim, durante o centenário do lançamento original. Mas tarde, Willer lançaria "Obra Completa".

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    Leitor Subversivo  picture
    Leitor Subversivo 25/05/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Simplesmente genial demais

    Não dá pra explanar muito sobre os cantos, sem por exemplo entregar um spoiler que ja esta todo enunciado desde o início do texto, o imenso poema/romance epico alegórico não perde tempo e diz por ambivalências, com recurso a pseudônimos que canta o mal/mau, cruel ate a insanidade. É a apresentação do personagem Maldoror (mal da aurora? Mal dor e horror). Essa incrível ficção prometeica de um discurso contra o humanismo e contra a moral e a religião monoteísta, procura através do choque continuo causar ou despertar intensas impressões e fascínio dos leitores, Maldoror narra sua sucessões de crimes contra a razão e contra o bem com a astúcia de um filósofo (e com a seriedade de um tbm), bem além disso o livro é um campo de experiência e experimentação, e isso os cantos tbm anunciam, não a o que falar do livro que o livro já não te diga, obviamente é bom ter ao alcance das mãos um estudo critico, aparato acadêmico para ajudar a afugentar as interpretações equivocadas e precipitadas sobre o livro de pessoas que não estão acostumadas a literatura ou que rasas e geralmente estúpidas não conseguem lêr um livro, mesmo os mais triviais, sem sair da superfície do texto trazendo os juizos dos censores.

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