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    O Realismo, o Naturalismo e o Parnasianismo por Carpeaux (Historia da Literatura Ocidental #7) - O romance burguês, darwinismo e fatalismo, o romance psicológico, o século XIX

    Otto Maria Carpeaux

    Leya
    2012
    560 páginas
    18h 40m
    ISBN-10: 8580445329
    Português Brasileiro
    4.8
    10 avaliações
    Leram24Lendo2Querem153Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos3Desejados153Avaliaram10

    Literatura vitoriana; Os parnasianos (Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Vicente de Carvalho); A época de Zola. Charles Darwin, Hippolyte Taine, Herbert Spencer. Baudelaire e a poesia de desespero. Walt Whitman, iniciador da moderna poesia. Teatro escandinavo e romance russo. Dostoiévski. Gustave Flaubert; A literatura brasileira e portuguesa: Machado de Assis, Eça de Queirós, Raimundo Correia, Antero de Quental, Aluísio Azevedo, Raul Pompeia, Augusto dos Anjos, Cesário Verde; Outros autores do século XIX: Edward Fitzgerald, Tennyson, Mark Twain, Henrik Ibsen, George Bernard Shaw, August Strindberg.

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    Jackson Michael picture
    Jackson Michael28/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    PERFEITA CONJUGAÇÃO DE ERUDITISMO E PRATICIDADE INTELECTUAL

    LÁ VAI OS PALAVRÕES: Realismo, naturalismo, parnasianismo, determinismo-biológico, fatalismo, utopismo, socialismo, impressionismo, expressionismo, niilismo, bom! Já deu para você entender um pouco dessa belíssima obra. As outras correntes são derivação ou, antes, combinações dessas correntes de pensamento. Uma dica útil para quem gosta de LITERATURA RUSSA!

    2 curtidas

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    4.8 / 10
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    Otto Maria Carpeaux profile picture

    Otto Maria Carpeaux

    Otto Karpfen, mais conhecido como Otto Maria Carpeaux (Viena, 9 de março de 1900 — Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978) foi um ensaísta, crítico literário e jornalista austríaco por nascimento e brasileiro por opção. Filho único de pai judeu e mãe católica, nasceu em Viena (Áustria), em 9 de Março de 1900, onde cursou o ginasial. Ingressou na faculdade de direito por sugestão familiar, abandonando-a um ano depois. Estudou no Instituto de Química da Universidade de Viena entre os anos 1920 e 1925, mas nunca exerceu a profissão. Na década de 20, frequentava os círculos literários de Viena e conferências públicas de Karl Kraus. Estudou filosofia (doutorou-se em 1925), matemática (em Leipzig), sociologia (em Paris), literatura comparada (em Nápoles) e política (em Berlim); além de dedicar-se à música. Em março de 1930 casou com Helena Carpeaux que o acompanhou por toda a vida. Dedicou-se intensamente à literatura e ao jornalismo político, carreiras que deixou em Viena com passagens como redator da revista semanal Berichte zur Kultur und Zeitgeschichte articulistas do jornal Neue Freie Presse. Abandonou o Judaísmo em 1933[1], converteu-se à religião católica e acrescentou Maria e Fidelis ao seu nome, este último por pouco tempo. Tornou-se homem de confiança de dois primeiros-ministros em Viena, Engelbert Dollfuss e Kurt Schuschnigg, respectivamente os últimos primeiro-ministros antes da Aústria ser incorporada ao Reich alemão. Com a queda deste último, foi obrigado a seguir para o exílio. Em princípios de 1938, foge com a mulher para Antuérpia (Bélgica), onde ainda trabalha como jornalista na Gaset van Antwerpen, maior jornal belga de língua holandesa. Diante da escalada nazista, Carpeaux se sente inseguro e foge com a mulher, em fins de 1939, para o Brasil. Durante a viagem de navio, estoura a guerra na Europa. Recusando qualquer ligação com o que estava acontecendo no Reich, muda seu sobrenome germânico Karpfen para o francês Carpeaux. Ao desembarcar, nada conhecia da literatura brasileira, nada sabia do idioma e não tinha conhecidos. Na condição de imigrante, foi enviado para uma fazenda no Paraná, designado para o trabalho no campo. O cosmopolita e erudito Carpeaux ruma para São Paulo. Incialmente passa dificuldades; sem trabalho, sobrevive à custa de desfeitas de seus próprios pertences, inclusive livros e obras de arte. Poliglota, o homem que já sabia inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, flamengo, catalão, galego, provençal, latim e servo-croata, sem dificuldades, em um ano aprendeu e dominou o português. Em 1940, tentou ingressar no jornalismo nacional, mas não consegue. É então que escreve uma carta a Álvaro Lins a respeito de um artigo sobre Eça de Queiroz. A resposta veio em forma de um convite, em 1941, para escrever um artigo literário para o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Seu artigo é publicado e assim ganhou um emprego. Iniciava uma publicação regular. Até 1942, Carpeaux escrevia os artigos em francês, que eram publicados em tradução. Mostrando sua grande inteligência e erudição, divulgou autores estrangeiros pouco ou mal conhecidos entre nós e tornou-se um grande crítico literário. Nesse mesmo ano de 1942, Otto Maria Carpeaux naturalizou-se brasileiro. Ainda nesse ano, publica o livro de ensaios Cinzas do Purgatório. Entre 1942 e 1944 Carpeaux foi diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1943, publica Origens e Fins. De 1944 a 1949 foi diretor da Biblioteca da Fundação Getúlio Vargas. Em 1947 publica sua monumental História da Literatura Ocidental - o mais importante livro do gênero em língua portuguesa - no qual analisa a obra de mais de oito mil escritores a partir de Homero aos mestres modernistas. Em 1950, torna-se redator-editor do Correio da Manhã. Em 1951, publica Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira, obra singular na literatura nacional - reunindo, em ordem cronológica, mais de 170 autores de acordo às suas correntes, da literatura colonial até nossos dias. Sua produção crítica literária é intensa, escrevendo em jornais semanalmente. Em 1953, publicou Respostas e Perguntas e Retratos e Leituras. Em 1958, publicou Presenças, e em 1960, Livros na Mesa. Carpeaux foi forte opositor do Golpe Militar, em 1964, redigindo artigos acerca da retrógrada autoridade da então nova ordem militar, participando de debates e eventos políticos. Em 3 de fevereiro de 1978, morreu no Rio de Janeiro de ataque cardíaco.

    81 Livros
    105 Seguidores

    Otto Maria Carpeaux