Esse não é um livro feliz... Foi difícil de terminar, muitas vezes olhava pra ele e simplesmente não queria ler. Não por ser ruim, pelo contrário. Abrange uma temática muito pertinente e deve ser lido, apesar de ser voltado para um público mais adolescente.
Freida é uma jovem de 16 anos que vive em um mundo distópico onde as mulheres são criadas apenas para satisfazer os desejos e necessidades dos homens. Elas ficam em uma escola para no fim serem designadas aos homens que as escolherem como esposas. Se não forem escolhidas para serem esposas, serão concubinas, que na verdade seriam como prostitutas, ou acabam como ?chastity?, que seriam as professoras das próximas jovens, com uma vida restrita dentro da escola, privadas de muitas coisas.
O livro tem uma temática genial, que poderia ser muito mais desenvolvida. O clima sempre adolescente me incomodou um pouco também.
O final é triste, mas deixou a desejar. A autora poderia ter focado mais no desenvolvimento da melhor amiga de freida, a isabel. (No livro todos os nomes femininos são escritos com letra minúscula, mais um ?lembrete? de que as mulheres nessa distopia não são importantes).
A Isabel foi designada a ser esposa do homem mais importante de todos e acabou se matando. A freida fez uma burrada, foi fofoqueira e mesquinha e acabou virando chastity por conta da piedade e por fim quando a Isabel morreu, ela teve seu final infeliz, sendo usada como ?teste?.
Enfim. A autora podia ter desenvolvido mais sobre as ?aberrações?, como eram chamadas as mulheres que não se adequavam ou aquelas que se sentiam atraídas por outras mulheres. Acho que daria um desfecho melhor a tudo.
Mas no geral é um bom livro, no estilo ?O Conto da Aia?.