Eu li Querido John pela primeira vez acho que no ano de 2011 e amei o livro, assim com amei o filme, uma das raras vezes em que o filme eu considerei tão bom quanto o livro.
Esse ano eu o reli, precisava ler um livro em inglês e como já conhecia a história escolhi esse, mas fiquei com receio da pessoa de hoje não gostar do tanto do livro como a pessoa de antigamente. Mas ainda bem que isso não aconteceu.
Claro que hoje tenho uma visão diferente de tudo que se passa na história, mesmo assim continuei gostando tanto quanto gostei ou mais, ainda não sei dizer.
Algo que não mudou nem um pouco é que eu adoro o John, entendi na época as escolhas que ele fez e hoje continuo entendendo. A decisão dele de escolher o país a mulher foi difícil, mas se levarmos em conta que era o 11 de setembro e os americanos que já tinham patriotismo nas alturas, depois das Torres Gêmeas então isso foi mais elevado ainda. Eu particularmente acho louvável.
Savanah sabia que ele era do Exército, depois de um atentado ela achou mesmo que ele não ia estender o tempo de serviço? Eu, particularmente também tenho uma raivinha, de personagem que se envolve com miliar, sabendo que sim, o país vai vir em primeiro e depois reclama.
Mas eu gosto da personagem no geral, só achei na época e continuo achando que ela foi besta em se casar com o Tim tendo o John ainda apaixonado por ela. Mas são escolhas né, ela fez a dela.
Mas hoje eu tenho uma visão diferente da que tinha quando o John retorna e a encontra casada com um marido moribundo. Hoje vejo que ela queria o John e o Tim. Queria ter o John por perto enquanto o marido estava no hospital e quando ele saísse ela ficaria com o marido porque era o correto, e que ela ficou com ele por conveniência e não por amor. Não que ela não amasse o Tim, mas como o próprio disse, era um amor totalmente diferente daquele que ela sentia pelo John.
Tim é aquele cara que ficou esperando pacientemente o relacionamento dar errado para dar o bote, achei isso na época e continuo achando. Não gosto muito do personagem, aliás personagens sonsos me irritam.
Mas o personagem que deve ser unanimidade e que foi muito bem trabalhado no cinema também foi o pai do John. Impossível não gostar dele. Acho que ele conseguia demonstrar todo o amor que ele sentia pelo filho com a pequenas atitudes e que bom que o John, com uma grande ajuda da Savanah e do Tim, conseguiu entender sobre o autismo do pai e pode aproveitar os momentos com ele depois disso.
A escrita do Nicholas Sparks é muito boa, mesmo sabendo que o final dos livros dele são sempre tristes, esse eu gosto de ler.