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    Ela me dá capim e eu zurro -

    Fabrício Corsaletti

    34
    2014
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788573265736
    Português Brasileiro
    3.6
    14 avaliações
    Leram22Lendo0Querem25Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados25Avaliaram14

    Nem William Shakespeare teve a coragem de publicar uma obra com título tão surpreendente quanto esta, tanto é que escondeu o verso "Ela me dá capim e eu zurro" em uma fala do personagem Drômio de Siracusa, no ato II, cena II, de sua peça A comédia dos erros, de 1594. Pois foi de lá que este verso saltou para dar título ao primeiro livro de crônicas do poeta e escritor Fabrício Corsaletti. Com quase sessenta textos, a maioria deles publicados na revista sãopaulo, do jornal Folha de S. Paulo, entre 2010 e 2014, e mais alguns inéditos, o volume se abre para uma gama bastante variada de registros e experimentações. Tudo isso permeado por um olhar lírico-cinematográfico, salpicado por doses exatas de nonsense que, paradoxalmente, conferem espessura e profundidade à visão de mundo. Aqui o leitor encontrará, lado a lado, o esquete cômico, a meditação trágico-existencial, a micronarrativa do cotidiano, o devaneio poético de longo alcance, a especulação desenfreada em torno de uma palavra ou de um prato de comida, e a observação aguda da vida numa grande metrópole. Como bem observa Augusto Massi na orelha do livro, "Ela me dá capim e eu zurro retoma a linhagem que surge com Brás, Bexiga e Barra Funda (1926), de Antônio de Alcântara Machado, e alcança Malagueta, Perus e Bacanaços (1963), de João Antônio. Bebendo na fonte inesgotável dos bairros - Liberdade, Pompeia, Pinheiros -, cada um deles registra a fisionomia da cidade. O cronista está novamente nas ruas".

    Resenhas (3)Ver mais
    CristineB picture
    CristineB18/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro é composto por 59 crônicas selecionadas pelo autor entre as tantas publicadas na revista da Folha de São Paulo. Falando sobre a cidade Fabrício traz seu cotidiano e suas primeiras impressões sobre a metrópole, permitindo o sentimento bucólico de quem viveu sua infância no interior. No conjunto das crônicas São Paulo insiste em se mostrar aos poucos para o leitor, como se na ação de caminhar o poeta construísse uma cartografia sentimental da cidade, vivida entre os bairros de Pinheiros, Consolação, Vila Madalena e Vila Mariana. A sutileza e a precisão poética das crônicas do poeta Fabricio Corsaletti são dispositivos certeiros para um bom sorriso de canto de boca no fim da tarde.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 14
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas0%
    Fabrício Corsaletti profile picture

    Fabrício Corsaletti

    Nasceu em Santo Anastácio, no Oeste Paulista, em 1978, e desde 1997 vive em São Paulo. Formou- se em Letras pela USP e em 2007 publicou, pela Companhia das Letras, o volume Estudos para o seu corpo, que reúne seus quatro primeiros livros de poesia: Movediço (Labortexto, 2001), O sobrevivente (Hedra, 2003) e os então inéditos História das demolições e Estudos para o seu corpo. Também é autor dos contos de King Kong e cervejas (Companhia das Letras, 2008), da novela Golpe de ar (Editora 34, 2009), dos poemas de Esquimó (Companhia das Letras, 2010, prêmio Bravo!) e Quadras paulistanas (Companhia das Letras, 2013), das crônicas de Ela me dá capim e eu zurro (Editora 34, 2014), além dos livros infantis Zoo (Hedra, 2005), Zoo zureta (Companhia das Letrinhas, 2010) e Zoo zoado (Companhia das Letrinhas, 2014). Com Alberto Martins escreveu Caderno americano (Luna Parque, 2016), que reúne poemas em prosa dos dois autores sobre a América Latina, e com Samuel Titan Jr. traduziu 20 poemas para ler no bonde, do argentino Oliverio Girondo (Editora 34, 2014). Desde 2010 é colunista da revista sãopaulo, do jornal Folha de S.Paulo, onde publica quinzenalmente crônicas e poemas.

    17 Livros
    10 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Fabrício Corsaletti