Olha, é a primeira vez que leio um romance histórico e torço para a heroína meter o pé na bunda do príncipe encantado. Que homem mais confuso esse principe russo, Rudolph, e a heroína, Samantha, me decepcionou o aceitando tão facilmente depois de todas as humilhações que ele a faz passar.
A jovem tem uma auto-estima muito baixa por conta de um defeito na perna e acredita que nunca homem algum quererá casar-se com ela, ainda mais por não ter onde cair morta. Contudo, em seu primeiro baile, ela conhece Rudolph que se demonstra um homem decidido e encantador. Ele faz de tudo para seduzi-la até quando descobre que ela está para noivar com outro.
Em alguns momentos, os pensamentos do príncipe nos faz crer que ele tem o objetivo de se casar com ela, após conhecê-la melhor. Porém, depois que a conquista, já dá para trás e afirma que nunca voltará a se casar por ter sofrido em seu primeiro casamento.
O cara se mostra um verdadeiro cretino quando é obrigado a se comprometer com Samantha. Começa a tratá-la mal, saindo com outras mulheres e se torna um desposta, querendo mandar em tudo o que ela faz. Para mim, a autora errou a mão aí, porque ela não deixa claro porque ele age assim, em alguns momentos de forma muito sucinta (pela opinião de outras pessoas), ela demonstra que o príncipe não quer voltar a amar, apesar de já estar apaixonado pela jovem. Sei lá, é totalmente superficial esse drama dele, o que o tornou, pelo menos para mim, um personagem insuportável.
E para entornar mais o caldo ainda, ele conta uma mentira sobre o seu antigo relacionamento e Samantha aceita, sem protestar. Porém, logo em seguida, ela toma uma atitude para salvar o relacionamento dos dois, que ele discorda e não dá chance para ela se explicar, dizendo coisas horríveis para ela, chega a quase chamá-la de "patética aleijada".
A partir dai, você acha que ela vai pirar e acabar com ele, já que ela foge, mas ela se esconde no lugar mais previsível para ele encontrá-la. O idiota chega e fala apenas que se comportou com um asno, ela perdoa e pronto.
Enfim, Rudolph personifica a pessoa prepotente, autoritária e covarde ao mesmo tempo. Já Samantha não tem amor próprio.