Caleb é mais um jovem normal deste Brasil. Pega condução cheia todos os dias, trabalha no Mc Donalds, faz faculdade e tem uma família adotiva e amigos que o querem bem. Um dia ele descobre que seus verdadeiros pais são o rei e a rainha do distante País De Guindoness, uma ilha na Oceania. O seu pai, o rei Zar III, tem um tipo raro de leucemia e, tendo pouco tempo de vida, exige que Caleb vá para o reino e aprenda a ser um príncipe para ser o seu sucessor antes que seja tarde demais. Mas, ao chegar ao país, ele terá que enfrentar, além do choque cultural (ele tentará implantar toda a sua "brasilidade" em terras estranhas), as armações de seu primo Lucio e seu tio Furt que não vão medir esforços para tirar esse príncipe tão diferente do trono real.
Mandando A Real -
Gerson Saldanha
Caleb Silva, é como muitos jovens do nosso país. Ele acorda de madrugada, enfrenta horas de aperto em ônibus e metrôs para conseguir chegar na faculdade publica, trabalha no McDonalds com um salário que não dá para pagar uma faculdade, tudo para que ele consiga se formar, passar em algum concurso publico e ter dinheiro suficiente para comprar os lançamentos de videogames do ano. Essa é sua unica pretensão na vida. Ele não quer ser rico, ou ser alguém notável, ele só quer ter uma boa velhice sem maiores dificuldades. Se casar, ter filhos, ou um cachorro, não faz parte de seu sonho de vida. Muito menos conhecer seus verdadeiros pais. Ele sabe que eles são do País de Guindoness, uma ilha que fica entre a Nova Zelândia e a Austrália e o regime lá é a monarquia. Ele foi trazido para o Brasil quando era um recém-nascido e deixado na porta de seus pais de criação e todo mês, seus verdadeiros pais mandavam dinheiro, mas nesses vinte e um anos, nunca quiseram conhecê-lo. Até agora. Em um dia quente como em quase todos os outros no Rio de Janeiro, ao chegar em casa, ele se depara com um homem baixinho com um bigode medonho, e que ainda por cima o chama de Majestade. É quando ele fica sabendo que seus verdadeiros pais são o rei e a rainha do País de Guindoness. E o pior, seu pai está morrendo com leucemia e precisa que seu único herdeiro, no caso, Caleb, vá sucedê-lo no trono. Se fosse qualquer outra pessoa teria pulado de alegria e ido sem pensar duas vezes, mas Caleb não é assim e se nega a ir. Mas depois que Titho, o homem baixinho lhe explica que ele foi trazido ao Brasil por correr risco de vida, ele resolve ir. Em sua cabeça ele planeja ir lá conhecer o lugar e voltar, mas quando chega em Guindoness ele percebe que sua ideia não vai dar certo. Primeiro ele fica deslumbrado com a limusine, depois com o palácio e começa tirar selfies toda hora. Depois ele conhece seus pais e seu tio Furt e seu primo Lucio, e fica sabendo que nem Furt, nem Lucio sabiam do seu paradeiro. Depois ele é apresentado a população guindonesa e já comete uma gafe. Isso mostra que ele vai ter que se preparar bastante se quiser substituir seu pai no trono, a começar pelo seu visual. E ele terá muitas surpresas pela frente, desde amigos inesperados, uma garota aproveitadora, uma futura esposa que já está escolhida a tempos, até a parentes que desejam somente seu lugar no trono. Opinião: Desde que li a sinopse desse livro fiquei interessada em ler ele. Uma pessoa comum descobrir que é descendente da realeza de um pais distante, já não é novidade para ninguém. O Diário da Princesa e Simplesmente Ana estão ai para provar isso. Mas o diferencial aqui é que o protagonista é um garoto. E que garoto. Caleb é muito engraçado, descolado e não vê maldade em nada. Me diverti horrores com a história. O livro é bem fininho, então dá para ler em um dia. Mas esse foi o meu problema com ele. Queria mais! Terminou muito rápido e eu acompanharia o Caleb, por muito mais paginas ainda. Como já disse, o Caleb é uma figura. Não tem como não se apaixonar e torcer por ele. Ele até que dá umas mancadas depois, mas ele já tinha ganhado meu coração, por isso eu perdoei. E como gostei tanto dele, os outros personagens apesar de serem muito bons, ficaram à sombra dele na minha opinião. É claro que tem para todos os gostos, tem personagem para ser odiado, tem aqueles que a gente quer pegar no colo, tem outros que queremos dar uma surra, enfim, tem para todo mundo. E apesar do livro ter um toque de humor, o autor não deixou de abordar diversos temas muito interessantes, como as coisas e ocasiões que nunca mais voltam e somente o arrependimento que fica. Recomendo com certeza.
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