Como a Scarlet, eu também não planejava me apaixonar, mas depois de conhecer o lendário Bridger pareceu completamente, totalmente IMPOSSÍVEL! Ele elevou esse livro a um nível muito alto para mim e eu senti, com verdadeira intensidade, tudo junto com a personagem (sério, fiquei muito sensível). No primeiro livro, Bridger apareceu como o típico cara legal e despreocupado, o rei do hóquei que flertava com uma garota diferente a cada semana. Neste aqui as coisas foram para um direção muito, MUITO diferente. Não mais na equipe de hóquei, segurando vários empregos ao mesmo tempo e fazendo malabarismo com uma intensa carga de trabalho escolar, este Bridger tem centenas de preocupações. A principal delas é em formato de uma garotinha ruiva adorável de 8 anos, Lucy, sua irmã (uma ladra de cena tão convincente que sempre que aparecia me fazia chorar), que também surgiu brevemente no livro anterior e deixou possível vislumbrar a dedicação de Bridger a ela. No entanto, aqui é claramente explícito que o cuidado e segurança de Lucy são prioridades da vida dele. Seu altruísmo, sua determinação em cuidar da irmã e protegê-la de ser exposta a todos os elementos ruins que vinham com o estilo de vida de sua mãe, sua força e maturidade em lidar com suas necessidades sob circunstâncias incrivelmente desafiadoras... cada pequeno detalhe da personalidade de Bridger deixava-o infinitamente mais atraente.
Scarlet também tinha muito para lidar; pais frios, uma sensação de culpa por algo que ela não tinha absolutamente nenhum poder sobre e o medo de tudo o que o próximo processo judicial contra seu pai traria consigo. É difícil poder culpá-la por querer deixar tudo para trás e tentar começar de novo. Mentindo sobre quem é, Scarlet tenta começar uma nova vida na faculdade Harkness sem o estigma de sua história familiar. Conhecer Bridger não estava nos planos, mas ela não pôde evitar (nem eu 😃) ser atraída para aquele ruivo tão carismático e inteligente e lindo e leal e que transbordava caráter. Só não achei a história de Scarlet tão bem sucedida quanto a de Bridger. Gostei da história de fundo, mas não me agradou muito a recusa dela em se abrir com ele, escolhendo lutar suas batalhas por conta própria. PORÉM também entendo que mesmo escondendo coisas um do outro, os dois foram capazes de respeitar que faziam isso por uma boa razão. Felizmentes maduros.
A autora tem um jeito com palavras que me fascina. Seu estilo é maravilhoso, e suas histórias bem desenvolvidas. Acho interessante como ela aborda questões relevantes e difíceis que não são muito comuns em romances românticos (não nos que leio, pelo menos), como o assédio infantil ou o abuso de drogas, mas faz isso com tato e sensibilidade, de uma forma que não transforma a história em algo muito obscuro. Ela não se afasta da vida real de forma alguma, e acho que ISSO a torna verdadeiramente especial. As cenas íntimas foram tanto quentes quanto doces e ternas. Achei o livro fácil de ler e desfrutar, e super difícil de largar antes de terminar.