Eu entrei na capela baixa e comecei a descer pelo corredor para a sessão dos secundaristas. Um calafrio me percorreu, devido à repentina perda da companhia das Garotas Billings, mas eu me senti, de alguma maneira, livre. Percebi pela primeira vez que estava louca para ficar longe delas. Para ficar sozinha, e ter um tempo para pensar. Então, uma mão fria fechou-se em torno do meu pulso.
- Estaremos aqui atrás se você precisar de nós, Reed - Ariana disse, seus olhos azuis gelados e entediados olhando diretamente através de mim.
Tentei puxar meu braço de volta mas ela segurou firme.
- Eu sei, - eu disse a ela, pronunciando as minhas primeiras palavras do dia.
Ela me soltou e sorriu de forma angelical.
- Bom.
É tudo mentira, Reed, Taylor havia escrito. Tudo.
Então virei-me e fui para o meu lugar.
"Vamos nos concentrar em nossos estudos. Vamos lembrar que esta instituição é sobre todos, e vamos vivê-la todos os dias. Tradição. Honra. Excelência."
"Tradição. Honra. Excelência", o corpo discente resmungou irritado.
Como se fosse tudo sobre eles. Como a coisa mais importante dita nessa assembleia foi sobre os portões fechados, as novas restrições.
Como se Josh já tivesse sido esquecido.
E então, a porta de trás do palanque se abriu e Josh saiu de trás do reitor.
Meu coração explodiu. Vendo ele era como se tudo de bom que já havia me acontecido estivesse acontecendo de novo, tudo de uma vez só. Comprar minha primeira bicicleta, marcar o gol da vitória contra o Lakeland ano passado, ganhar jogos de lacrosse, entrar na Easton. Todos eles pareciam cinza em comparação a este momento. Então eu realmente sabia que eu nunca tinha amado Thomas. Não tinha como eu ter amado. Porque nada que eu senti em sua presença se aproximava do que eu senti nesse momento.
Eu amava Josh. Eu amava Josh Hollis.
Enquanto todo mundo na capela começava a falar de novo, arquejar, questionar, criar hipóteses. Eu me imaginei correndo através da capela e me jogando em seus braços. Eu encarei Josh até ele me encontrar e sorri. Pela primeira vez em dias, eu senti liberdade. Tudo estava bem. Tudo ia ficar bem.
A vários bancos de distância, Josh e eu nos olhamos nos olhos. Eu nunca iria deixar ele sair do meu lado novamente. Nunca.
Eu olhei para ele. Olhei-o no olho. Depois de tudo o que tinha acontecido, depois de tudo que havia sido revelado, não havia nenhum indício de 'eu te disse', nem o mais ínfimo lampejo de 'eu estava certo' nos olhos de Josh. Havia apenas preocupação e carinho e mais alguma coisa ainda mais profunda do que isso. Meu coração disparou de forma irregular.
- Mas Josh... eu não vou voltar. - Todas as cores escoaram para fora dele.
- O quê?
A Subaru voltou entrou o círculo. Não havia tempo. Não havia tempo.
- Eu não posso voltar pra cá. Eu não posso. Está tudo errado, - eu protestava, o desespero brotando dentro de mim.
- É demais. Eu não posso... Eu não posso...
Josh me agarrou e me abraçou.
- Não diga isso, - disse ele em meu ouvido. - Não diga isso. Você não precisa decidir nada agora. Vá para casa. Pense sobre isso. Apenas não…
Eu me afastei dele. Foi a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida.
- Eu já tomei minha decisão. Me desculpe.
- Mas Reed, eu te…
- Não! - Eu soltei. Meu coração estava na minha garganta. O último cara que tinha dito isso para mim tinha acabado morto por isso.
- Só não diga. - Josh olhou para mim. A mágoa e traição em seus olhos eram quase mais do que eu podia aguentar.
- Isso é um adeus, - eu disse. Então eu me inclinei e o beijei com firmeza nos lábios. Lágrimas vazaram pelos cantos dos meus olhos enquanto o meu coração se partia ao meio.