Frida Kahlo - Para Além da Pintora

    Marli Bastos

    Mauad X
    2010
    115 páginas
    3h 50m
    ISBN-13: 9788574783420
    Português Brasileiro

    Após anos de pesquisa sobre a vida e a obra de Frida Kahlo, ícone da pintura e da arte do México, a psicanalista Marli Bastos insere uma interrogação teórica sobre o conceito de sublimação e arte, que perpassa pelas postulações de Sigmund Freud e Jacques Lacan sobre o feminino. Numa articulação entre psicanálise e arte, o livro Frida Kahlo: Para Além da Pintora retrata, de forma cuidadosa, as vicissitudes do feminino vivenciadas pela pintora, trazendo à luz toda a sua história de vida, feita de sabores, excessos, dores, cores e amores. Reconhecida no mundo das artes ainda quando viva, ela resgata e divulga a cultura de seu país, por meio de quadros inconfundíveis. A exuberância pungente da artista ultrapassa a escrita da psicanalista, que não consegue eximir-se e apresenta um texto para além da arte, enfocando o mistério do feminino, a sublimação, a renúncia, numa dialética sobre impossibilidade e desejo do amor na vida e na obra de Frida Kahlo.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Christiane Depooter picture
    Christiane Depooter24/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Bastos faz uma análise da obra de Frida Kahlo para além da pintora pelo olhar da psicanálise. O que se evidencia é que Frida se tornou pintora para da conta do real, o real do acidente, do seu corpo esfacelado, das suas dores. O que ela não conseguia dizer pela palavra ela pintava. Mas Frida foi além disto também, porque escrevia cartas e poesias. Devido o acidente e diante de um corpo traumatizado que lhe restringia vários aspectos ela dá um destino a sua pulsão sexual que ao invés de se dirigir para o sexo, para o objeto sexual, se sublima e ao invés de ser recalcado se dirige para a arte. Bastos nos faz um breve resumo da vida de Frida Kahlo, desde a infância onde sofreu com a poliomelite que lhe deixou uma perna mais fina que a outra e um pouco manca, o acidente, seu amor-paixão por Diego Rivera, sua militância política, seu amor pela cultura mexicana, e todos os casos amorosos que teve ao longo da vida. Ela não desistiu de viver após o acidente, ela não se entregou ao drama e trágico de seu estado, mas também não o negou. Ela o transpôs para a arte. Por isto os quadros de Frida Kahlo são em sua maioria autorretratos e expressões do que sentia. Ela se utiliza de cores vivas, que representam a vida, mas também a alegria do México e toda sua cultura em relação à morte. O vermelho sangue que ao mesmo tempo representa todo o sangue seja do acidente, seja dos abortos que sofreu, também é a cor da vida, a cor da paixão. A arte nasce em torno de uma vazio, o contorna. Todo o excesso que não consegue ir a algum lugar se expressa na arte, a pulsão que poderia ficar perdida e rodopiando se canaliza para algo. A arte lhe possibilitou seguir sua vida apesar de todos os sofrimentos pelos quais passou, levando tudo que era inefável para o simbólico.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 6
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%