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    História do Ateísmo - Os Descrentes no Mundo Ocidental, das Origens aos Nossos Dias

    Georges Minois

    UNESP
    2014
    762 páginas
    1d 1h 24m
    ISBN-13: 9788539305247
    Português Brasileiro
    4.5
    59 avaliações
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    O ateísmo é tão antigo quanto as religiões, que durante muito tempo o moldaram e perseguiram. No entanto, se existem estudos profundos e abundantes acerca da história das religiões, impera um vazio historiográfico sobre a descrença. Esta obra, de Georges Minois, é uma contribuição seminal para o preenchimento dessa lacuna, para ele fruto, principalmente, da conotação negativa que se atribuiu ao ateísmo ao longo dos séculos. Tal conotação estampa-se já nos termos usados para designá-lo, constituídos de prefixos privativos ou negativos: a-teísmo, des-crença, a-gnosticismo, in-diferença. E ainda na intolerância da cultura ocidental em relação ao descrente: A palavra ateu ainda carrega um vago odor de fogueira, escreve Minois.

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    Mario Arthur Favretto14/04/2015Resenhou um livro
    0

    O livro é excelente! Muda muita coisa de nossa visão da história. Apresenta inicialmente uma discussão sobre os sistemas tribais em que está presente a descrença, passando os filósofos pré-socráticos, entrando na decadência da sociedade grega quando os oráculos sentem que perdem poder de influência nos governos e tentam eliminar os céticos e ateus. Demonstra que mesmo na idade média houve muita atividade intelectual por parte de ateus, mais por meio de obras anônimas para não serem perseguidos pela igreja. Onde então havia um ateísmo intelectual em um elevado número de pessoas das classes mais superiores da sociedade e um ateísmo prático nas classes baixas, onde as pessoas tinham uma indiferença pela religião ou preferiam manter velhas superstições ativas. Também passa pelo iluminismo, revolução francesa, grandes navegações, mostrando todos os embates entre fé e descrença, inclusive em certos períodos a abdicação da vida religiosa por dezenas de milhares de padres, que afirmavam estar cansados de divulgarem coisas nas quais eles mesmos não acreditavam. Mostrando os picos de alta produção intelectual e questionamento quando há expansões do ateísmo, e depois certas decadências quando as pessoas perdem a esperança na razão. Onde o último pico de produção teria ocorrido em fins do século XIX e meados do século XX, onde agora estaríamos em uma fase de decadência, pois apesar as religiões terem perdido poder, as pessoas passaram a aderir a diversas pseudociências que acabam produzindo resultados sociais piores do que o embate religião x ciência. Também faz uma demonstração do avanço do ateísmo com o avanço do conhecimento científico e da história, enquanto as igrejas tentam se adaptar a estas alterações no conhecimento numa tentativa de não serem colapsadas. O autor se mantém de forma indiferente ao longo de todo o texto, discorrendo sobre os fatos históricos, sem se posicionar em relação a quem estava certo ou errado. Enfim, muita informação, 700 páginas que percorrem toda a história da sociedade, tratando de cada século e suas características religiosas e ateias.

    16 curtidas

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    Avaliações

    4.5 / 59
    • 5 estrelas53%
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    Georges Minois

    Georges Minois é historiador e membro do Centre International de Recherches et d’Études Transdisciplinaires (CIRET). Publica desde o fim dos anos 1980, escrevendo sobre os mais diversos temas. Sua obra inclui livros que vão da história das mentalidades à história social e da cultura: "História da velhice" (1987), "História do inferno" (1991), "História do suicídio: a sociedade ocidental face à morte voluntária" (1995), entre outros.

    16 Livros
    35 Seguidores

    Georges Minois