Finalmente, algum tipo de reação válida de ambas as partes. O livro continua com os poucos acontecimentos contados de forma extensiva, nos obrigando a mergulhar na perspectiva dos dois e sentir a passagem de tempo como os personagens o sentem. O Hardin é um idiota, perdi as contas de quantas vezes torci pra que Tessa desse logo um pé na bunda dele e fosse para os braços de Zed. Pela primeira vez, porém, começo a torcer timidamente pelo Hardin. Finalmente ele tomou uma decisão sensata e está tentando melhorar por ela e isso conseguiu me convencer, um pouquinho, de que talvez eles fiquem bem juntos. Penso isso, claro, ignorando o final cliché que tanto aguardo, como se de algum modo ainda fosse uma surpresa quando ler que eles ficam juntos e se casam. Espero que não tenham filhos logo, pelo menos. Detesto essa "magiquinha" dos romances e o distanciamento da realidade, mas continuo me torturando porque sou uma idiota.
Outra coisa que continua me chamando atenção é o fato dos personagens serem um tanto superficiais e tomarem atitudes perturbadoras, como a Steph ao tramar aquela merda. E a Tessa, depois do trauma, parece ter esquecido com muita facilidade. E que diabos, ela nem mesmo ligou para o Zed depois de tudo. Muito egoísta, essa menina é uma mimada desesperada, viciada em Hardin, totalmente dependente. E esse é um dos pontos que me incomodam, toda essa visão de dependência no amor, como se amar fosse esse desespero o tempo todo que nos tira a razão e faz perdoar todo tipo de cagada simplesmente porque não conseguimos ficar longe.
Mas, vamos lá. Essa coisa toda com a Steph é realmente muito estranha. Não somente ela, todos os que tratam a Tessa mal, com os requintes de psicopatia inclusive, como se esse fosse um comportamento normal. E ao mesmo tempo, toda a compreensão e bom tratamento vindos da família do Hardin e de seu chefe que, caralhos, a deixa morar na casa dele. Que chefe deixa uma estagiária que trabalha há menos de seis meses em sua empresa morar em sua casa? É uma viagem absurda, sem falar na mãe dela que parece não se importar e fica meses sem entrar em contato mesmo sendo contra as escolhas da filha. Novamente, o pai de Tessa, que parecia ter uma relevância enorme no início de sua aparição, até então não tem feito muita diferença a não ser já no fim do livro quando Hardin ganha uns pontinhos por acolhe-lo.
Ah, antes que eu me esqueça! A aparição de Lillian e Riley foi muito estranha e nem preciso falar do comportamento ridículo do Hardin em todo esse período. Colocar duas personagens praticamente identicas aos protagonistas para ajuda-los foi comico em sua tentativa de, não sei, talvez convencer o publico de alguma coisa. E mesmo assim, o Hardin continuou não entendendo...
Enfim, como sempre, estou aqui me prolongando. O pensamento final sobre o livro é parecido com os tidos após o término dos dois primeiros volumes. Tessa é uma menina brincando de ser adulta, com seus desejos e dependencia; e Hardin é um idiota falsamente cego para a maioria dos próprios defeitos, amando pela primeira vez e tentando entender a merda em que se meteu.